Amy Winehouse – o último ícone do Rock?

24 de julho de 2016

 

Ontem, dia 23 de julho faziam 5 anos da morte de uma das cantoras mais talentosas que já ouvi, pelo menos da geração contemporânea pós anos 2000 – Amy Winehouse.

Resolvi em casa ouvir um dos cd’s dela que mais gosto, Back to Black, lançado em 2006. Confesso que nunca parei para assistir um show dela completo no youtube e provavelmente estou perdendo grande parte do talento da britânica no palco.

Seria Amy o último ícone do Rock ?? Não sou especialista em música, mas pelo pouco que sei o rock tem suas ramificações e origens do blues e jazz, com lendas como Chuck Berry, Little Richard, Buddy Holly, Jerry Lee Lewis e culminando no mito que foi Elvis Presley. Faço esta indagação porque um belo dia na casa de um amigo estava jogada num canto a revista Rolling Stone com a seguinte capa “o último ícone do rock”, ao fundo a imagem de Kurt Cobain, vocalista e guitarrista da banda Nirvana. Amy apesar de trilhar um rumo diferente no seu estilo musical, o blues, a cantora possuía sua própria forma de se vestir. Quem possuía aquele penteado marcante? Aquela voz controlando perfeitamente os graves da música? Amy além de cantar de forma excepcional, interpretava a música, como se estivesse nos contando todos seus problemas amorosos (que ocorriam com frequência com seu amor Blake Fielder-Civil).

A britânica além dos prêmios que ganhou, conseguiu mudar a indústria fonográfica com sua personalidade, falava o que pensava sem titubear e exaltava a música como ninguém visto nos últimos anos. Não curto comparações, mas ela poderia ser uma Edith Piaf da nossa geração – com os “pés nas costas” de qualquer cantor.

Fatidicamente Amy enredou para o mundo das drogas, seja por problemas amorosos ou familiares, era inevitavelmente a morte da mesma em questão de tempo. Não que um dependente químico não consiga sair da situação que se encontra, mas Winehouse decidiu fazer seu próprio rumo, e todos parecem ter percebido isso na época.

Algumas pessoas dizem, “ah, mas ela foi um péssimo exemplo a ser seguido, não entendo porque é lembrada..”. Talvez a dificuldade seja a separação do criador da criatura, algo totalmente distinto. Amy nos serve como lição de como o mundo dos vícios são periculosos e em muitos casos sem volta, mas irremediavelmente nos contemplou com seu talento musical.

Se ela foi o último ícone do rock? Creio que sim. Quando um artista tem o poder de trazer multidões para o lado dele, acompanha-lo, apreciar suas criações e marcar a música como fez Amy, com certeza ela entrou para o hall de maiores artistas musicais de todos os tempos. Como ela mesma disse “Pessoas loucas como eu não vivem muito, mas vivem como querem”.