A Guerra Que Salvou a Minha Vida, de Kimberly B. Bradley

19 de junho de 2017

Título: A Guerra Que Salvou A Minha Vida
Título Original: The War That Saved My Life
Autor(a): Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide
Nº de Páginas: 240
Edição: 2017

”É um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e – entre um parágrafo e outro – lagrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo.”

Sinopse: ‘’Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.’’

Olá!

Alguns dias atrás me deparei com esse livro em um site e como eu estava naqueles momentos de ‘’tenho que gastar, e vou gastar bem’’ resolvi comprá-lo.

De primeira amei a capa e todos aqueles detalhes, acho que por ter uns detalhes em roxo – minha cor preferida – e quando li a sinopse, vi que era esse mesmo que eu queria e me apaixonei de imediato.

Sempre que lemos um livro ou vemos qualquer lembranças dos momentos de guerra temos certeza de que foram momentos tristes e cheios de apreensão vividos por milhares de pessoas.

Pois bem, essa história traz coisas que nunca imaginei sobre aqueles lamentosos momentos.

Ela teve a chance que Anne Frank não teve. A Guerra Que Salvou A Minha Vida é um livro sobre muitas batalhas que nós precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo.

 

A jovem Ada uma garotinha que luta há anos contra seus próprios medos, vive como uma prisioneira dentro de seu apartamento junto com seu irmão mais novo Jamie e a mãe (que não tem o nome citado).

Ela sofre com uma deformidade no pé direito: pé torto. Que não a permite ser uma criança normal, pelo menos para sua mãe. Ao contrário disso ela é uma garotinha super disposta nos afazeres de casa, cuidando do irmão mais novo e até mesmo da mãe ranzinza. Uma mulher mal humorada, leiga e sem piedade.

O mais novo é uma criança como qualquer outra, gosta de brincadeiras, junto com o amigos e sempre está aprontando e trazendo as novidades que ouve na rua para informar a sua irmã.

Em uma dessas, ele ouve que as crianças de Londres estão sendo evacuadas para as áreas do interior por causa de um suposto bombardeio aéreo. E ali a notícia é contada também à sua mãe que não aceita o fato da Ada ir junto com o Jamie.

Vendo a reprovação da mãe a menina convence o irmão a irem sem o consentimento dela, e assim fazem sorrateiramente

Claro que não. Estão mandando as crianças pra morar com gente boa. Quem é que ia querer você? Eu respondo: Ninguém. Gente boa não quer ficar olhando esse pé.

Com a ajuda do irmão mais novo, Ada se põem em pé e anda nas ruas de Londres pela primeira vez na vida.
Já na escola eles encontram-se com os garotos que moravam na travessa (nome que eles deram ao local onde viviam) e todos se admiram ao ver a Ada.

Já no trem eles se deparam com centenas de crianças e alguns adultos, na maioria professoras.

O trem era horrível, claro. A maioria das crianças estava tão feliz quanto eu com a partida. […] Sem banheiro, nada para beber, e já havíamos comido todo nosso pão.’’

Amontoados em meio a outras crianças horas e horas apenas com açúcar e pão em uma sacolinha de papel, eles chegaram ao seu destino, um lugar que tornou-se esperançoso para todas aquelas crianças, era ainda maior para Ada, ela nunca tinha vivido nada daquilo, tudo era novo, como cores que se pintam em meio ao cinza. Assim foi para Ada.

Na esperança de serem adotados por uma família boa e feliz, os dois ficaram ali por horas esperando e no final foram rejeitados por por todas elas.

Assim foram parar na casa da Srta. Smith que os acolhe e tenta tratá-los com amor e cuidado, algo que nem um dos dois sentia quando estava na travessa ‘’em casa’’ com a mãe.

Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio.

Ada começa a se desafiar cavalgando no pônei – Manteiga – e aprendendo coisas novas a cada dia. O Jamie agora na escola tem que ser disciplinado e a obedecer às regras. A convivência dos três vai sendo moldada e se transforma em uma relação rica e cheia de amor.

O livro é narrado sob a perspectiva da Ada, tudo em que vivencia e seu crescimento ao longo daqueles dias de guerra consigo mesmo. Sua inocência é tão linda que nos faz até mesmo imaginar como a vida dela foi dura e injusta apesar de tão nova.

Me emocionou em várias partes. Quando se pensa em todos os motivos para desistir e ainda assim uma vontade enorme de vencer e de mostrar a independência, e ver a Ada passar por cima de tudo isso foi realmente empolgante e reconfortante.

Enfim compreendi qual era a minha luta e por que eu guerreava. A Mãe não fazia ideia da forte combatente que eu havia me tornado.

Ao mesmo tempo que os dois irmãos vão vivenciando um ambiente familiar a Srta. Smith também vai vendo algo mudar em sua vida e isso a transforma em uma mulher feliz e cheia de vida.

Recomendo muito essa leitura rápida, simples e singela, emocionante e rica em todos os pontos.
Eu torci muito pelo dois irmãos e espero que te proporcione o mesmo.

PS: A história terá continuação prevista para Outubro de 2017 nos Estados Unidos. O título é “The War I Finally Won”. Ainda não existe previsão para o lançamento no Brasil.

Boa Leitura.

Beijinhos! :*

3 Comentários

  • Uaaauu!! Line, que história!! Me fez lembrar do estilo sensacionalista da lindíssima obra de Victor Hugo, Os Miseráveis, que por acaso é meu livro favorito até agora. Me pergunto se chorarei neste tanto quanto chorei em Os Miseráveis!
    Vai para listinha de livros a serem comprados e lidos!
    Amei a resenha, parabéns!
    P.s: Me atraí pela capa no estante que abri a resenha. Roxo é minha cor favorita também! Rsrs 😊😉😘😘

    • Ju você precisa ler esse livro, ele é lindo.
      Já estou ansiosa pra ler a continuação.
      Valeu!
      Temos em comum mais uma coisa além do kpop e dos dramas asiáticos.
      rsrsrs!

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