Até O Último Homem (Hacksaw Ridge) 2016

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Uma década após seu último trabalho como diretor, Mel Gibson veio com uma aposta, um filme baseado em fatos reais que mostra em segundo plano a guerra ocorrida nas ilhas de Okinawa no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Teve seis indicações ao Oscar; o filme trouxe novos ares a seu diretor.

Com uma vasta lista de problemas vivido por ele (alcoolismo, drogas e outros) o ator e diretor tem mostrado que está tentando uma vida de renúncias e redenção.

O longa mostra os momentos de apreensão do jovem adventista Desmond Doss (Andrew Garfield), convencido a se alistar no exército, que tenta não deixar de lado suas crenças e seu propósito cristão. Em meio a uma batalha única com o Exército dos Estados Unidos, por ter se alistado com o propósito de ser médico e ‘’tentar salvar vidas e não tirá-las’’ com o uso de armas. Ao longo do filme vemos o treinamento antes ao início da verdadeira batalha em campo já no Japão em Okinawa.

 

“Aprendi rápido a odiar. Agora julgo rápido os outros, mas estava errado sobre você.”

 

O filme traz em vários momentos a menção dos dez mandamentos escrito pelo profeta Moisés no velho testamento. Fazendo o público ligar alguns dos tópicos – se assim podemos dizer – do texto bíblico com os acontecimentos vividos por ele.
O jovem é o segundo filho do casal Doss, com um pai obsessivo pós-guerra e uma mãe doce ele foi criado em meio aos costumes cristãos.

 

‘’Senhor, só mais um!‘’

 

Mel Gibson trouxe um discurso bem comovente que é similar ao de A Paixão de Cristo dirigido por ele em 2004, entrando nesse universo religioso com um plano de redenção para um indivíduo moralmente correto, que se sacrifica e sempre se mantém otimista.
Em meio às cenas de guerra vemos um ambiente que pode causar espanto por seus desmembramentos e corpos em chamas, mas que nos traz de uma certa forma a realidade em meio às cenas de destruição e perigo vividos por ele.

 

“A maioria desses homens não crê da mesma forma que você. Mas eles acreditam tanto no quanto você crê.”

 

O enredo faz com que o personagem principal não seja o único a ter seus objetivos defendidos, mostrando assim um amplo discurso sobre consciência belicista em meio aos atos.

 

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