Até O Último Homem (Hacksaw Ridge) 2016

24 de maio de 2017

Uma década após seu último trabalho como diretor, Mel Gibson veio com uma aposta, um filme baseado em fatos reais que mostra em segundo plano a guerra ocorrida nas ilhas de Okinawa no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Teve seis indicações ao Oscar; o filme trouxe novos ares a seu diretor.

Com uma vasta lista de problemas vivido por ele (alcoolismo, drogas e outros) o ator e diretor tem mostrado que está tentando uma vida de renúncias e redenção.

O longa mostra os momentos de apreensão do jovem adventista Desmond Doss (Andrew Garfield), convencido a se alistar no exército, que tenta não deixar de lado suas crenças e seu propósito cristão. Em meio a uma batalha única com o Exército dos Estados Unidos, por ter se alistado com o propósito de ser médico e ‘’tentar salvar vidas e não tirá-las’’ com o uso de armas. Ao longo do filme vemos o treinamento antes ao início da verdadeira batalha em campo já no Japão em Okinawa.

 

“Aprendi rápido a odiar. Agora julgo rápido os outros, mas estava errado sobre você.”

 

O filme traz em vários momentos a menção dos dez mandamentos escrito pelo profeta Moisés no velho testamento. Fazendo o público ligar alguns dos tópicos – se assim podemos dizer – do texto bíblico com os acontecimentos vividos por ele.
O jovem é o segundo filho do casal Doss, com um pai obsessivo pós-guerra e uma mãe doce ele foi criado em meio aos costumes cristãos.

 

‘’Senhor, só mais um!‘’

 

Mel Gibson trouxe um discurso bem comovente que é similar ao de A Paixão de Cristo dirigido por ele em 2004, entrando nesse universo religioso com um plano de redenção para um indivíduo moralmente correto, que se sacrifica e sempre se mantém otimista.
Em meio às cenas de guerra vemos um ambiente que pode causar espanto por seus desmembramentos e corpos em chamas, mas que nos traz de uma certa forma a realidade em meio às cenas de destruição e perigo vividos por ele.

 

“A maioria desses homens não crê da mesma forma que você. Mas eles acreditam tanto no quanto você crê.”

 

O enredo faz com que o personagem principal não seja o único a ter seus objetivos defendidos, mostrando assim um amplo discurso sobre consciência belicista em meio aos atos.

 

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