“Batman Vs. Superman” e a Decepção dos Fãs

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 Batman Vs. Superman –  A Origem da Justiça

A  batalha entre Superman ( Henry Cavill) e Zod ( Michael Shannon) narrada em “O Homem de Aço”, filme de 2013, lançou uma sombra de morte e destruição em Metrópolis, tornando a figura do Supermen controversa. Seria ele o salvador da humanidade , ou apenas causador de mais sofrimento? O Batman (Ben Affleck) pensa que a segunda opção é a mais aceitável, enquanto que Clark Kent, a identidade secreta do Homem de Aço e jornalista no Planeta Diário, acredita que os métodos do defensor da cidade de Gotham são demasiadamente violentos e um perigo a sociedade. Enquanto que, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), é claro, parece estar em posse de uma pedra alienígena verde popularmente conhecida como Kryptonita. De qual lado você vai ficar?

Começando por ” Capitão América – Guerra Civil”, e agora aterrissando em Batman Vs. Superman, (sim, eu sei que um é da Marvel e o outro é da DC, mas a comparação ainda é valida) tudo indica que os filmes de super heróis, ou pelo menos aqueles que incluem muitos destes em um só longa, estão deixando a desejar. Mas se a decepção do fã de Guerra Civil está na falta de uma batalha verdadeiramente épica no quesito destruição e ” o mundo inteiro deve saber o que está acontecendo aqui”, o pecado de A Origem da Justiça é exatamente esse! Tudo em uma grande batalha friamente exagerada a crédito do diretor Zack Snyder.

O filme parece partir – e apostar – no princípio de que já conhecemos muito bem os heróis em questão, pois na falta de melhores palavras, trata a narração apenas como uma exposição de fatos, algo superficial, cansativo e tão sem profundidade que  podemos praticamente definir o Superman apenas como um alienígena cuja função de vida é salvar a Lois Lane ( Amy Adams), e o Batman como um cara que está começando a ficar meio tan-tan das idéias, visto que é influenciado mais por pesadelos do que qualquer ato real do Homem de Aço. Além, é claro, de definir uma linha bem clara entre o que cada um representa, sendo Superman e Metrópolis uma explosão de luz e bem, uma placidez clara e invejável, enquanto que o Batman e Gotham representam exatamente o oposto, a reencarnação das sombras e o lar de algo maligno.

Então permitam-me repetir, por que infernos a missão de vida do Superman parece ser salvar a bunda da Lois Lane? Em que maldito século estamos? Será que o interesse amoroso de Clark Kent não aprendeu nada desde 1938? Quer dizer, talvez ela realmente precisasse de uma ajudinha na Africa, no começo do filme, mas sério, precisar do Superman para salvar ela enquanto a menina tenta recuperar a lança, que afinal das contas, ela mesma jogou na água? Isso de maneira alguma é uma crítica a própria personagem Lois Lane, mas sim a quem decidiu que algo assim iria acontecer, pois se parece muito com uma piada de mal gosto não só com ela, mas com qualquer outra mulher, que desperdicem uma personagem  tão forte e determinada  fazendo com que ela seja constantemente salva por um cara em um collant azul, que pelos deuses, tem que parar de enfrentar a maio ameaça que a Terra já viu, para salvar ela, que como que por mágica, simplesmente acabou em apuros. Não seria infinitamente mais emocionante e principalmente, mais digno, se ela simplesmente se salvasse sozinha, ou que na cena em questão, nem entrasse em apuros, e no fim das contas conseguisse resgatar a lança e se tornar uma “heroína” por filiação ao invés da garota que está la para chorar?

E se é para falar sobre personagens, então que falemos do Lex Luthor de Jesse Eisenberg. Será que ele fez o teste para interpretar o Curinga em “Esquadrão Suicida”, e por ter perdido para o Jered Letto, decidiu que ia transformar o vilão do Super-Homem no vilão do Batman? Essa foi uma conclusão que meu irmão e eu chegamos, e após uma pequena pesquisa, constatamos que não fomos os únicos. Porém, podemos  dizer que “encuringado” ou não,  o troféu de melhor plano do mal vai para Lex, por que, bem, não é todo dia que se manipula os mais conhecidos heróis do mundo dos heróis.

Fato a ser ressaltado: a Mulher-Maravilha de Gal Gadot teve o seu momento para brilhar no longa, e brilhou! Não deixou a desejar e não há nada para se dizer além de meus parabéns. E nada de esquecer a deliciosa introdução dos personagens da futura Liga da Justiça. Simplesmente majestosa.

O apelo da DC de transformar o mundo de seus heróis em um lugar mais realista e menos idealizado – ao contrário do mundo da Marvel – certamente foi ouvido. Mas vamos esperar que acertem na mão em Liga da Justiça, no próximo ano.

 

 

 

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