Beleza Perdida – Resenha

30 de junho de 2016

Beleza Perdida Capa 2

Boa tarde pessoal! Tudo bem?

Vamos falar sobre esse livro lindo e que me emocionou muito? Abaixo a sinopse do livro. Pode ser que tenha algum spoiler..rs

Sinopse: Ambrose Young é lindo, alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… Até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas – perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós. 

O livro é uma releitura de A Bela e a Fera, mas não deixa de trazer uma mensagem inovadora e maravilhosa.

Quando li o título Beleza Perdida, achei que seria mais um casal perfeitinho que um dia se separam e um dos dois repara que perdeu o belo amor que tinha. Mas li a sinopse, fiquei intrigada e valeu muito a pena investir algumas horas lendo esse “remake” do meu conto de fadas favorito.

Fern, sempre teve olhos para Ambrose Young, o belo rapaz que encantavas jovens do colégio, a paixão vinha desde a infância e foi algo que Fern Taylor nunca desejou expressar para ninguém. Garota romântica e atenciosa, filha única de um casal que sempre a educou com base no amor.

Ambrose, era o atleta da escola. Simpático e dono de um belo rosto, o rapaz sempre foi o queridinho, porém ele não queria ser visto assim. Queria ser alguém além da beleza.

“Você age como se a beleza fosse única coisa que nos faz dignos de amor.”

Não podemos esquecer de Bailey. Puxa! Como ele me fez chorar. Primo e melhor amigo de Fern, ele sofre de uma doença chamada de distrofia muscular, com o passar do tempo à doença evolui e a morte esta cada vez mais perto. Porém ele decide viver, da melhor (e empolgante) maneira possível e com a ajuda da prima/amiga, eles transformam momentos simples em grandes lembranças.

  […] “Boa parte da razão pela qual ele é tão especial é porque a vida o esculpiu dessa forma incrível… Talvez não por fora, mas por dentro. No interior, o Bailey parece o Davi de Michelangelo. E quando eu olho para ele, e quando você olha para ele, é isso que a gente vê.”

A vida dos três é entrelaçada após o trágico evento de 11 de setembro, todos sofrem e ai começa toda a lição de perdas e escolha. Ambrose decide abandonar a promissora carreira como lutador e se alista no exercito. Junto com ele, seus melhores amigos também decidem se alistar e então as coisas não são como esperadas.

Fern te apresenta um amor verdadeiro que supera o tempo, vence a batalha do egocentrismo e apenas idealiza o ato de se doar. Se doar não somente ao amor a sua grande paixão, mais ao amor pleno pelo próximo. A bondade se exala dessa garota e de da um soco na boca do estomago de tanta emoção.

Ambrose enfrenta o medo, a dor e é obrigado a acreditar em um futuro. Tal futuro que ele não acreditar ser possível.

“A verdadeira beleza, aquela que não se desvanece ou se esvai, precisa de tempo, de pressão, precisa de uma resistência incrível. É o gotejamento lento que faz a estalactite, o tremor da Terra que cria as montanhas, o constante bater das ondas que quebra as rochas e suaviza as arestas. E da violência, do furor, da ira dos ventos, do rugido das águas emerge algo melhor, algo que de outra forma nunca existiria. E assim suportamos. Temos fé na existência de um propósito. Temos esperança em coisas que não podemos ver. Acreditamos que há lições na perda e poder no amor, e que temos dentro de nós o potencial para uma beleza tão magnífica que o nosso corpo não pode contê-la.”

Indico o livro á todos, leitura que flui e te prende devido a escrita suave de Amy Harmon, é instigante e te chacoalha com a maneira que descreve a dor da perda e como a perda também pode ser bela.

Resenha conjunta: Bárbara e Karin

1 Comentário