RESENHA- Em Nossa Próxima Vida – Lauren James

12 de julho de 2017

Salve, Galerinha.

Sabe quando você compra um livro pela capa? Então, foi assim que comprei Em Nossa Próxima Vida, estava passeando despretensiosamente na Americanas, quando vi esse livro “abandonado, triste e deprimido” em uma prateleira. Foi como se ele falasse “Compre-me” “leve-me” “leia-me” 😂😂
Sou uma pessoa de bom coração, claro que trouxe ele pra fazer companhia aos meus outros livros, nunca que eu ia deixar ele lá naquela depressão

O livro é  lindo, mas até agora estou boiando com o final. Pra ser bem sincera, acho que não entendi o final ou meu cérebro bugou completamente.

Sinopse:

Katherine e Matthew não são um casal comum. Por trás do amor dos dois estão muitas e muitas vidas, repetidas século após século. A cada vez que renascem, a presença deles muda a história para melhor, e embora a paixão entre os dois seja sempre avassaladora, a tragédia também os segue, não importa a época.
Em linhas temporais que vão do século XVIII a um futuro próximo, não tão diferente do nosso presente, Katherine e Matthew sempre se veem sacrificando suas vidas para salvar o mundo. Mas por que eles continuam voltando? Em uma jornada contra o tempo e o destino, Katherine e Matthew precisam desvendar os mistérios que envolvem seu amor antes que seja tarde demais. O que mais eles devem fazer para conseguir viver e amar em paz?
Uma estreia inesquecível, poderosa e épica, “Em Nossa Próxima” vida é um romance único, que explora a atemporalidade do primeiro amor utilizando elementos como cartas, diários, recortes de jornal e artigos de internet. A trama, ao mesmo tempo apaixonante e misteriosa, vai cativar os mais diferentes leitores, desde os de romance até os de ficção científica e história.

Como a própria sinopse diz, Katherine e Matthew se amam, mas nunca conseguem ficar juntos, a vida dos dois é marcada por encontros e desencontros, com tragédias que os impedem de se amarem livremente. O livro conta a História deles em quatro momentos diferentes, mas de forma intercalada, fazendo com que todos os finais tristes aconteçam ao mesmo tempo.

  • CARLISLE, INGLATERRA, 1745

Aqui é onde tudo começa, Kathetine é uma jovem de família abastada, ela que morava com sua avó, agora se vê morando com sua tia, pois a avó faleceu. Ela conhece Matthew, criado da família, com quem desenvolve um amizade e depois se transforma em amor.

Neste tempo da narrativa, existe o conflito entre os jacobitas que lutavam pela restauração do reinado da casa dos Stuarts na Inglaterra e Escócia.  Katherine desconfia que Matthew é um rebelde jacobita e começa a investigá-lo, para isso, ela se veste como um menino para pode investigar. Porém, o exército Jacobita está chegando para atacar Carlisle, a família de Katherine foge da cidade, mas ela não aceita fugir  e fica na cidade para acompanhar Matthew.

Nessa parte, aconteceu um fato envolvendo radiação, foi aqui que meu cérebro deu o primeiro bug. Como alguém e teletransportado do futuro e substituir uma pessoa instantaneamente, só com um abrir e fechar de olhos??

  • CRIMEIA, UCRÂNIA, 1854

Novamente Katherine está vestida como menino, mas aqui ela é órfã e vive assim para poder conseguir um emprego e sobreviver. Ela vai trabalhar como assistente de Matthew, que é um repórter de guerra. Os dois se conhecem em Carlisle, mas vão para a Crimeia fazer a cobertura da guerra, ele acha que ela é realmente um menino e passa a confiar nela. Porém, ela está trabalhando pra a o general do exército, que a enviou para vigiar Matthew e cuidar para que ele não publique nada que comprometa os serviços militares ( enquanto escrevia essa parte da resenha, começou a tocar essa ost de Moon Lovers e deu uma deprê).

É obvio que as coisas não deram muito certo para os dois. Ele vai deixar de confiar nela quando descobre a verdade por trás da sua prestação de serviço. Vai percebe que está perdidamente apaixonado, mas vai ficar com aquele conflito besta de “você mentiu pra mim e não confio em você”

Eu sofri um pouquinho com os acontecimentos dessa parte, foi bem triste e faz parte do meu bug da parte anterior, com aquela história de teletransporte.

  • INGLATERRA, 2019

A narrativa de 2019 acontece igual no livro Simplesmente Acontece, com bilhetes e recadinhos trocados entre  Matthew e Katherine. Eles são cientistas e trabalham no desenvolvimento de um fertilizante feito a partir de uma bactéria, são casados e levam uma vida feliz. É muito bonitinho ver os recadinhos deles, olhe um exemplo:

“Profunda ressonância, com elétrons inexoravelmente atraídos pelo núcleo, como a força da atração entre o carbono e hidrogênio. Meu coração pelo seu”

Os bilhetinhos e anotações narram desde como eles se conheceram, noivaram, se casaram e de como eles queriam ter um filho.

Eles descobrem que o fertilizante está sendo melhorado e transformado em uma arma química. Amedrontados e preocupados com a paz mundial, eles resolvem investigar. Katherine faz uma cópia de tudo o que descobriu e guarda no sótão da casa da mãe. Depois, o casal vai até a sede do laboratório para tentar revelar a verdade sobre a bactéria, mas infelizmente são impedidos da pior forma possível.

  • INGLATERRA, 2039

O mundo já não é mais o mesmo, uma grande guerra deixou a vida diferente, Katherine se apaixona por Matthew, o jovem escocês que começa estudar na mesma turma que ela. Curiosa sobre o rapaz, ela vai pesquisar sobre ele na internet e descobre que há 20 anos, um casal com os mesmos nomes que ela e Matthew foram acusados de terrorismo. Eles acabam descobrindo que aquele casal são seus parentes, ela e Matthew  são sobrinhos do casal.

É aí que percebi que as anotações que narraram os fatos da tempo anterior, são anotações que Katherine do tempo de 2039 encontrou sobre sua tia de 2019. Como a família não acredita que os dois eram terroristas, resolvem investigar a vida dos tios. Katherine sente uma enorme impressão de que sabe onde a tia guardou seu computador no sótão. Isso acontece por que aos poucos os personagens começam a lembrar de suas vidas passadas.

Gente, a Katherine do 2019 gravou todos os passos dela e de Matthew indo ao laboratório tentar revelar a verdade sobre a pesquisa. Os detalhes foram tão bem escritos pela autora, que eu senti tanta aflição com a narrativa da câmera gravando os acontecimentos, que parecia que eu estava conseguindo ver a gravação.

Nessa narrativa, o casal resolve provar que seus tios foram assassinados  e que não eram terroristas. Eles são descobertos pelas pessoas do laboratório e fogem e acontecem varias coisas ao mesmo tempo, que eu fiquei bem perdida. Mas ao mesmo tempo muito empolgada com o que estava acontecendo, eu achei que tudo ia dar certo, mas não deu tão certo assim, só que também não dá tão errado.

No final do livro, acontece a descoberta do Projeto Clove, que foi onde meu cérebro que já estava bugado, terminou de pifar de vez.

Eu passei o livro inteiro criando teorias. Comecei achando que tudo era um jogo virtual, depois imaginei alienígenas, progredi para uma imitação de Westworld  e finalizei tendo a certeza de que não entendi nada.

Ainda bem que a autora escreveu uma continuação, espero que com ela tudo faça sentido.

Até semana que vem.

Tchau!!!

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