Entrevista com Giulia Paim: autora de “Boston Boys”

28 de Março de 2018

Olá, leitores! Giulia é carioca e estudante de Hogwarts, da casa Corvinal. Já realizou seu sonho de trabalhar na Disney e ainda segue na espera pelo processo seletivo para Princesas. É apaixonada por muitas coisas, como bandas de pop coreano, maratonas na madrugada de séries de TV e hambúrgueres que desafiam o tamanho de seu estômago, mas nada disso se compara a sua paixão por criar histórias. Boston Boys é a série que inaugura sua trajetória no mercado literário.

Boston Boys conta a história de Ronnie Adams, onde o sonho de toda adolescente se realiza, menos para ela. O maior astro da TV foi morar em sua casa. Ela deveria estar em festa, saltindo, mas não. Ela odiava todo este universo. Mas depois tudo vai tomando um rumo.

O blog “Tenho Mais Livros Que Amigos” teve a honra de entrevistar a autora Giulia Paim.

TMLQA- Quando você sentiu vontade de escrever?

Giulia– A minha vontade de escrever começou bem pequena. Eu brinco que gosto de escrever mesmo antes de saber escrever por que eu sempre tive paixão de criar estórias e personagens. E aí, quando aprendi o que era escrever, realmente, o escritor sentar e tirar uma parte do seu tempo para criar uma história, foi quando me interessei. (Foi bem nova, inclusive). E quando criança, na escola, a vontade foi aumentando por influências de leituras da minha família e professora.

TMLQA- E que tipos de estórias eram estas?

Giulia– Eram estórias que eu sempre era personagem. E tinha minhas amigas também. Embarcávamos em aventuras que envolvia comédia (pois sempre gostei de escrever coisas engraçadas). Eram estórias simples inspiradas sempre em filmes e desenhos que adorávamos assistir. Sempre me colocava como principal.

TMLQA- Como foi sua trajetória para publicar “Boston Boys”?

Giulia– Foi longa. (Bem longa risos). Tudo começou em 2010, e eu estava no meu 1° ano do Ensino Médio. Eu comecei a escrever sem a menor intenção de publicar e nem sabia como era direito publicar um livro. Portanto, eu escrevia em papéis e dava para as minhas amigas lerem. Elas gostavam e me davam feedbacks, as vezes não tão bons. Eu demorei 3 anos para fechar a estória (desde começar a escrever, até passar para o computador, mudar todas as coisas que deveriam ser mudadas e fazer a conclusão). Passei 1 ano procurando editoras. Consegui uma editora pequena e então consegui me lançar no mercado.

TMLQA- Como você se sentiu lançando?

Giulia– Foi uma das melhores sensações da vida! Porque é muito trabalho que nós temos para, as vezes, não conseguir o que queremos. E quando eu consegui foi uma sensação de dever cumprido. E, no fim, todos os “nãos” que levei valeu a pena no final.

TMLQA- Como você vê a realidade da desvalorização da literatura nacional?

Giulia– Olha, eu fico um pouco otimista por ver que está melhorando. Antigamente, eu entrava em livraria e via uma prateleira escondida e eram livros nacionais. Muitas vezes as pessoas achavam a trama legal e não levavam por ser nacional. E eu tô vendo que isso mudou bastante. Eu acho que as pessoas estão valorizando mais, inclusive por causa das redes sociais. Os autores nacionais conseguem ficar mais próximo do público. E isso contribui para que as pessoas, em geral, tirem esse preconceito de que livro nacional é ruim.

TMLQA- Como estão seus projetos?

Giulia– Tenho meu 3° livro de Boston Boys terminado e lançarei. Porém, focarei em outro livro que estou escrevendo. E, só depois, voltarei a Boston Boys. Sinto que preciso deste tempo para terminar a estória. E sobre o livro novo, eu não posso falar muito, mas ele também será no estilo de comédia romântica (que é o que eu gosto de escrever). Também será Young Adult, o gênero, só que para um público um pouco mais velho. Para eu poder colocar coisas que em Boston Boys eu não podia por, pelo público começar numa idade muito nova. E está com grandes expectativas!

TMLQA- Você, como escritora, com certeza admira alguns autores, que autores nacionais são esses e quais deles você se inspira?

Giulia– A minha maior inspiração nacional é a Thalita Rebouças. Por que ela foi uma das primeiras autoras que me fez começar a gostar de ler de verdade. E graças a ela, eu consegui perceber que é possível você ser escritor. O escritor não é uma pessoa tão distante da nossa realidade quanto a gente acha que é. A Thalita mesmo era uma jornalista que gostava de escrever (gente como a gente), começou a escrever e conseguiu se lançar no mercado. Então, eu tenho uma grande admiração por ela. Ela tem dicas ótimas e passou um perrengue antes de conseguir se lançar no mercado. E sempre quando penso em desistir, eu penso nela. E, além dela, eu tenho bastante influências. Eu gosto de Pedro Bandeira, Paula Pimenta (acho o estilo de escrita dela parecido com o meu), Carol Dias, Clara Savelli, Aimee Oliveira. São amigas minha que eu vejo que fazem o trabalho legal e tenho orgulho de dizer que todos nós somos escritoras nacionais.

TMLQA- Mas você já teve preconceito?

Giulia– Algumas vezes eu já tive para certos tipos de livros. Mas isso foi quando eu era mais nova, quando lia muito mais livro “gringo” do que nacional, mas, graças a Deus, ja passou. (Quem nunca teve sua fase de vergonha alheia?!).

TMLQA- Se pudesse indicar livros nacionais para quem não os lê. Quais você indicaria?

Giulia– Se fosse para um público mais novo, indicaria o livro da Thalita, qualquer um dos “Fala Sério”, mas o meu preferido é o “Fala Sério, Pai!”. É uma leitura leve. Você lê sem perceber que passou um tempão lendo.
Para um público mais Velho, eu indicaria o livro “O Deslize” de Vincento Hughes. Você fica sem palavras. Ele é grande, mas você lê de uma vez.

TMLQA- Você tem percebido alguma mudança na valorização da literatura nacional?

Giulia– Sim! Eu tenho percebido que agora as pessoas estão valorizando mais. Elas estão perdendo o preconceito, principalmente os jovens. Os jovens agora não tem mais aquela coisa de “Ah, um livro nacional. Não quero ler”. Até livros mais densos estão perdendo este bloqueio.

Agora, para aqueles que gostam da autora, falaremos um pouco sobre os livros e sobre ela!

TMLQA- Em Boston Boys 1, o gosto de Mason por Limonada reflete no seu gosto?

Giulia– Eu gosto muito de limonada. Não é minha bebida preferida. Eu quis colocar limonada por influência de anime, eu acho. Por que um personagem que eu gostava tinha essa fixação, ele sempre estava com copinho de limonada na mão. Não era nem um personagem que eu gostava, não sei porque ficou na minha cabeça.

TMLQA- “Green Day”, eu gostaria de saber se você gosta da banda, assim como Daniel. E quais outras bandas você gosta?

Giulia– Eu adoro, mas não é a minha favorita. Eu quis colocar por causa de uma amiga minha que me ajudou a construir o personagem dele. Então, quis colocar um pouquinho dela neste personagem. Eu também adoro musicais da Broadway e comecei a gostar mais ainda de Green Day depois do musical deles, American Idiot. E de bandas, adoro Simple Plan e bandas de K-pop. Tenho um gosto bem variado.

2 Comentários

  • Maaas gente ela trabalhou na DIsney, que massa
    Ameeei a entrevista, e lá fui eu procurar a sinopse né, e ai pensei “Pq não procurei antes ” acho que quando ler vou dar boas risadas!!!
    A Giulia parece ser um amorzinho de pessoa, já quero conhecer…