Resenha: Esmeralda – Por que não dancei –

8 de dezembro de 2016

Livro: Esmeralda – Por que não dancei.

Autora: Esmeralda do Carmo Ortiz

Editora: Senac

Oi, pessoas!

Hoje a resenha vai ser forte. Quando digo isso estou me referindo a duas coisas: primeiramente a história, a biografia que relata as dificuldades enfrentadas por pessoas que vivem nas ruas; depois, a personagem: Esmeralda realmente foi forte ao conseguir deixar tudo que viveu para trás e tomar um rumo na vida —  acredito que isso é tipo aquelas chances de você ganhar na loteria: uma em cinquenta milhões —

Então vamos lá:

O livro conta a história de Esmeralda do Carmo Ortiz, que assim como milhares de adolescentes que vivem na periferia de grandes centros urbanos, teve uma juventude conturbada. Estuprada pelo padrasto durante boa parte da infância, e maltratada pela mãe, ela decide fugir de casa aos 8 anos.

Ao longo do livro ela relata tudo que passou no tempo que viveu nas ruas: pedia esmola para comprar comida, e quando não conseguia, fazia pequenos roubos. Não demorou até que ela conhecesse o crack; assim as esmolas não eram mais suficientes para satisfazer seu vício e ela começou a traficar. No livro ela conta que uma vez chegou a conseguir 2 mil reais em um dia vendendo drogas e gastou toda a grana comprando crack; também conta que fugiu da Febem por mais de 60 vezes até os 18 anos, ficava meses sem tomar banho, se vestia de homem para evitar os abusos que sofria e depois de algum tempo de solidão chegou a desejar a morte.

Felizmente, depois de completar maioridade ela aceitou ajuda. Encontrou uma saída no projeto Travessia de São Paulo, se rendeu a grupos de apoio e aos poucos abandonou a vida miserável, voltou para escola e descobriu uma paixão em escrever poemas e a vontade de escrever um livro.

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Enfim, não sei exatamente o que me levou a ler essa história e nem sei se posso dizer alguma coisa para te convencer a conhecer a vida de Esmeralda, mas vejo algo muito interessante no subtítulo desse livro, a expressão “porque não dancei” . Sem dúvida alguma eu entendi o que ela quis dizer com essa expressão ao terminar essa história, como disse no início, ela foi incrivelmente forte. Não virou médica, juíza, advogada, engenheira… Nenhum titulo ou profissão fez com que Esmeralda se tornasse alguém, ela não precisou ser reconhecida, ela apenas precisou — e teve —  vontade de viver!

Espero que tenham gostado dessa resenha… Beijinhos, e até semana que vem!