“Lugares Escuros ” mas nem tanto – Crítica

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Há quase três décadas Libby Day ( Charlize Theron quando adulta e Sterling Jerins quando jovem)  vive do dinheiro doado por estranhos com pena de sua história. Em uma noite de 1985, sua mãe Paty Day( Christina Hendricks ) e suas duas irmãs são assassinadas, ela, com apenas 8 anos consegue fugir e seu irmão mais velho, Ben Day ( Tye Sheridan quando jovem e  Corey Stoll quando adulto), vai para prisão acusado do crime. Porém, seu dinheiro está acabando e é quando conhece Lyle Wirth ( Nicholas Hoult), um jovem aficionado por crimes, que a convida para falar sobre o “Sacrifício Satânico de Kennake”   – como o caso de sua família ficou conhecido –  em uma convenção do “Clube da Morte” um grupo formado por pessoas que se dedicam a assassinados não resolvidos. Ao chegar lá, Libby se depara com um dilema: apesar de acreditar que Ben é o assassino, todos ali parecem discordar, e estão dispostos a pagar para que ela visite pessoas de seu passado e reúna evidencias da inocência de seu irmão, e do que realmente aconteceu naquela noite.

 

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Uma adaptação do livro homônimo da autora Gillin Flynn ( Garota Exemplar), “Lugares Escuros”  conta com um elenco de peso, mas falta no roteiro realizado por Gilles Paquet-Brenner – que também é o diretor- por isso, não espere um grande clímax ou mesmo um grande suspense. É um filme que segue, revesando entre cenas do presente e sua grande sacada, que são as cenas do dia do assassinato através dos olhos de Ben, enquanto este se envolve com cultos satânicos, Paty que se preocupa com a possibilidade de seu filho estar envolvido em casos de abuso sexual  e Diondra, namora secreta de Ben na época e vivida por ninguém menos que Chloë Grace Moretz só para roubar as cenas. O elenco conta ainda com Sean Bridgers vivendo Runner Day, pai de Libby que está sempre endividado e atrás de sua mãe por causa de dinheiro, e  Andrea Roth que também rouba a cena no papel de Diondra adulta.

 

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A Libby Day interpretada por Charlize Theron é uma personagem um tanto interessante, quase entediante, mas apenas para deixar claro que a história não é sobre ela, e sim sobre sua família, provando mais uma vez sua genialidade como atriz, que com 40 anos de idade tem que interpretar uma jovem com 30 e poucos que é vista e tratada não só como uma criança, mas como uma criança mentirosa. Inclusive, uma grande falta no roteiro de  Paquet-Brenner está exatamente em Libby e Lyle, cuja relação de crianças cujas histórias se tornaram maiores que elas mesmas   poderia ser mais bem explorada. Se o foco do roteirista e diretor francês estivesse no desenvolvimento e evolução dos personagens através da história enquanto o crime é solucionado, ao invés de estar na resolução do crime, como na maioria dos filmes de suspense, talvez Lugares Escuros com seus personagens surpreendentes e multifacetados fosse uma obra prima do cinema, e não apenas mais um longa altamente comercial e facilmente esquecível.

 

Assista ao trailer :

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