RESENHA: O Visconde Que Me Amava – Julia Quinn

Oi, gente linda. Tudo bem com vocês??

Hoje a resenha é especial, falarei sobre O Visconde Que Me Amava, segundo livro da Série Os Bridgertons, da autora maravilhosa, Julia Quinn.

Acredito que a maioria dos homens se espelha no pai, certo? Outros tentam superá-los, há também os que fazem de tudo para serem totalmente diferentes. Neste livro, temos o adorado Anthony, filho mais velho da família Bridgerton, ele tomou o lugar de líder da família logo após a morte de seu pai.

Ele acredita piamente que seu pai morreu em decorrência de uma picada de abelha, e desde então, tem certeza de que também morrerá cedo, assim como morrera o pai. Ele acredita que não passaria dos 39 anos de idade.

 Contudo, leva a vida como um típico libertino londrino, aproveitando a vida e os prazeres que o dinheiro tem a oferecer, mas nunca descuida de sua família, como visto no primeiro livro (O Duque e EU).

Em um determinado momento, Anthony percebe que o tempo passou e ele não teve nenhum herdeiro. Pensando nisso, ele resolve se casar, mas tem medo de conhecer o amor, se apaixonar por uma mulher e depois morrer cedo, não sendo possível envelhecer ao lado dela. Por isso, ele decide que não se casará por amor, mas sim por conveniência, a escolhida deveria ser inteligente para que pudessem ter boas conversas e também deveria ser bonita, já que eles dormiriam juntos, mas ele nunca se apaixonaria por ela.

Ele percebe que a esposa perfeita seria a delicada e meiga, Edwina, considerada a mais bela da temporada. Mas para cortejá-la, ele tem que passar pela aprovação de sua irmã, Kate, que está decidida a não deixar que sua irmãzinha se case com um libertino.

Todo o enredo é baseado na relação entre Anthony, Edwina e Kate. Descobrimos como os laços familiares são importantes. E como naquela época (mil oitocentos e bolinhas) as pessoas se preocupavam muito com o que a sociedade pensava a seu respeito.

As situações entre Kate e Anthony são hilárias, como a cena em que ela se esconde embaixo da escrivaninha, ou quando o cãozinho os coloca em apuros:

“- As mulheres não deveriam ter bichinhos de estimação se não conseguem controlá-los.
– E os homens não deveriam levar as mulheres com bichinhos de estimação para uma volta no parque se não podem controlar nenhum deles – retrucou ela.”

Mas também com muitos momento marcantes, como quando Anthony descobre que Kate tem trauma de tempestades.

“- Ah, Kate – murmurou.

partia-lhe o coração vê-la daquele jeito. Ainda não tinha certeza de que ela havia percebido a sua presença – assustá-la poderia assemelhar-se a acordar um sonâmbulo.

Com delicadeza, pôs a mão em seu braço e lhe deu um aperto de leve.

– Estou aqui, Kate – sussurrou. – Vai ficar tudo bem.”

Julia Quinn conseguiu juntar o medo de um jovem e os tormentos de uma donzela, criando uma história divertida e romântica. É um livro que vai envolvendo, e quando percebemos, já estamos suspirando, torcendo para que ao casal fique junto e seja feliz.

Porém, não posso negar que poderia ter sido melhor, talvez seja o fato de eu ter gostado muito de O Duque e Eu, que me fez criar certas expectativas em relação a “O Visconde que Me Amava” e essas expectativas não foram supridas. Mas valeu  a pena cada página lida, e  eu dei muita risada com as traquinagens do trio Anthony, Edwina e Kate.

Ao término do livro, temos uma carta da Autora, nos garantindo que o medo de Anthony é muito comum em jovens que perderam o pai muito cedo, e nos garante que nosso adorado Visconde viverá até os 92 anos.

Beijos doces e até a próxima 😘

 

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