RESENHA – A Garota No Trem – Paula Hawkins

13 de abril de 2017

Oi meus queridos leitores, como estão?

Hoje vim trazer a resenha desse maravilhoso livro que conquistou tanta gente que até ganhou um lugar nas telinhas do cinema.

Vamos as apresentações!

A Garota No Trem
Você não sabe quem ela é, mas ela conhece você
Paula Hawkins
ISBN-13: 9788501104656
ISBN-10: 8501104655
Ano: 2015
Páginas: 378
Idioma: português

Editora: Record

Sinopse: Um Thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas D’Água, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Quando realidade e loucura se misturam, o resultado só pode ser desastroso. E essa é a definição perfeita para a vida da protagonista Rachel, uma mulher ferida, traída, bêbada e psicótica que vai descobrir quão louca pode ser.
Ela passa seus dias rodando por Londres sem rumo, já que não tem coragem para admitir a sua colega de casa que perdeu o emprego por causa da bebida. O que a motiva é saber que poderá ver, todos os dias do trem que viaja, a casa do casal Jess e Jason (que assim ela batizou) e imaginar quão perfeita é a vida dos dois.

“Também não sei como se chamam, então tive que inventar nomes para eles. Jason, porque é tão bonito como um astro de cinema britânico, não um Depp, nem um Pitt, mas um Firth, ou um Jason Isaacs. E Jess simplesmente combina com Jason, e com ela mesma. É a cara dela, tão bonita e despreocupada. Eles formam um par, uma dupla. São felizes, esta na cara. São o que eu era, são como Tom e eu éramos, há cinco anos. São o que eu perdi, são tudo o que eu quero ser.”

Rachel é uma mulher amargurada que não consegue superar a separação, e muito menos o fato de que a sua substituta foi capaz de engravidar, enquanto ela é uma mulher seca e solitária. Então ela cria uma estranha obsessão por esse casal perfeito. Mas seriam eles tão perfeitos assim?
Ela se martiriza pelo casamento fracassado e o pior para ela é saber que apesar de tudo o que fez, não foi capaz de ser o bastante pra Tom. Que sempre lhe fazia passar vergonha, chegando a agredi-lo muitas vezes e no dia seguinte não ter a minima noção do que aconteceu e ainda ter que lidar com o desprezo de seu marido.
Mas tudo muda quando da janela do trem, ela vê Jess com outro.

“Não consigo acreditar. Respiro fundo para encher os pulmões, percebo agora que tinha prendido a respiração. Por que ela faria uma coisa dessas? Jason a ama, dá pra ver, os dois são felizes. Não acredito que ela faria isso com ele, Jason não merece. Sou invadida por uma sensação aguda de decepção, sinto como se eu tivesse sido traída. Uma mágoa familiar toma conta do meu peito.”

Tomada por uma sensação nostálgica, onde ela relembra tudo o que se passou, Rachel nutre um sentimento de raiva e desprezo por sua Jess.  Sua vontade era ir lá e dizer umas boas verdades na cara da moça. Mas ficaria só nas palavras?

Alguns dias depois de acordar em casa toda machucada e sem memorias da noite passada, alem da ressaca terrível , Rachel descobre que Jess, na verdade Megan, esta desaparecida e que o principal suspeito é seu marido Jason, na verdade Scott. Seria isso possível?

“Tem alguma coisa errada. Por um segundo, sinto como se estivesse caindo, como se a cama tivesse desaparecido debaixo de mim. Ontem. Alguma coisa aconteceu.”

Sem memorias e com um sentimento de culpa, ela vai ate a policia para contar o que viu. Mas em meio a toda uma trama, Rachel se vê enrolada em meio a uma história que parece ser tanto uma fuga quanto um sequestro. Qual dos dois será o verdadeiro e qual será a ligação de Rachel com tudo isso?

“Não paro de pensar no dia em que vi Kamal, na forma como ela a beijou, na raiva que eu senti e na vontade que eu tive de confronta-la. O que teria acontecido se eu a tivesse confrontado?”

As lembranças de uma luta a perseguem. Assim como a culpa por ter feito algo errado a perseguiu por todos os anos em que esteve com Tom. A culpa e a vergonha de ter feito coisas horríveis e não se lembrar. De saber o que fez pelas palavras de Tom, sem nunca contestar. Mesmo que as vezes tivesse lembranças um pouco diferentes.
Mas como as lembranças de uma bêbada poderiam ser confiáveis?
Como não confiar em seu marido amoroso que só queria protege-la, muitas vezes de si mesma?

Uma narrativa repleta de reviravoltas. Um quebra-cabeça com peças perdidas prontas para serem montadas.

São 378 paginas que me levaram a duvidar de todos os personagens do livro.
A autora fez um ótimo trabalho embaralhando todas as cartas desse jogo e as soltando aos poucos para que o leitor tire suas próprias conclusões.
Quem será o verdadeiro culpado?
Ele será encontrado, ou já esta presente desde o inicio dessa historia?
E o que traz a Rachel essa estranha sensação de que ela também tem algo a ver com esse crime? Se é que foi mesmo um crime….
Venha desvendar esse maravilhoso mistério criado por Paula Hawkins.

E me contem o que acharam. Spoilers liberados nos comentários! rsrs

Beijinhos meus amores!

Até a próxima.

 

4 Comentários

  • Oi, Pati! Adorei o seu post, confesso que depois que acabou a hype que comecei a me interessar verdadeiramente, pois quero ler longe de toda a pressão que existia. A premissa é interessante e adoro tudo que envolva o psicológico! Está na minha lista de leituras 😀 Um beijo e parabéns!

    Blog com V.

  • Obrigada Carol. É um livro muito bom que deve ser lido sem toda as expectativa, ai ele vai te surpreender. A história é ótima!
    Beijinhos

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