Resenha: A Linguagem das Flores – Vanessa Diffenbaugh

19 de outubro de 2017

Editora: Arqueiro

Sinopse: Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.

Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar… até pôr tudo a perder.

Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.

Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram.

Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.

 

Ei, meus leitores lindos

Tô aqui coçando a cabeça, tentando expressar os sentimentos que tive durante a leitura do livro.

Vanessa conseguiu criar um ritmo de enredo só dela: algo entre o lento e o rápido, uma leitura que serve tanto para dias preguiçosos na cama, quanto para dias que os tempos de leitura estão contados na frente de algum dispositivo em meio à correria.

Victória é uma menina-mulher com um passado difícil, que encontra nas flores, e sua linguagem medieval, o refúgio entre seus sentimentos conflituosos.

Depois de ser expulsa de vários lares adotivos em razão de sua violência inata, ela se encontra abrigada por Elizabeth, uma mulher solitária com uma imensa plantação de flores e um vinhedo. Ali, no lar da mãe adotiva que mais amou na vida,  seu amor pelas flores nasceu e cresceu. Na fazenda de vinicultura ela aprendeu o significado de cada flor, e como elas eram usadas na era Vitoriana para possibilitar que as pessoas se comunicassem em segredo.

Aos 18 anos ela se muda do último abrigo em para uma praça que transforma em seu jardim pessoal. Ela vive ali até que consegue um emprego em uma floricultura.

Agora já adulta ela lida com seus demônios diários até conhecer um misterioso vendedor de flores no mercado. Ele a tira do chão, se revelando ao mesmo tempo seu salvador e sua tentação, uma ligação com o passado que muita vvezes ela preferiria esquecer.

Alem disso, Victoria tem o dom de tocar e mudar a vida das pessoas com os arranjos de flores que faz, o que a torna altamente requisitada no ramo florista de San Francisco.

Victoria Jones é igual aquelas peças que vemos em museu: você pode olhar e chegar até certa distância, mas não toque.

Abandonada pelos pais e criada em diversos lares aditivos e abrigos, ela desenvolveu uma misantropia tão grande ao ponto de vomitar quando as pessoas tocam nela.

A vida da Victoria não é nada fácil, ela foi muito rejeitada e o reflexo da rejeição é o ódio e desconfiança que tem pelo ser humano. É doloroso ver como as relações dela não se desenvolvem de um jeito linear, é sempre bruto e distante. Ela é como uma flor selvagem, que vai te machucar, mas que se você tiver cuidado ainda encontrará sua beleza no final das contas.

Admito que foi estranho estar na pele de uma misantropa sendo eu uma pessoa totalmente dada às relações humanas. Às vezes, até demais.

Acompanhá-la nessa árdua jornada te faz mergulhar em um oceano de auto-indagação, porém o final é de uma profundidade tão grande que chega a ser chocante. Eu me senti literalmente presa sob o peso da felicidade que senti com o desfecho.

Foi simples, mas totalmente o necessário para fechar o livro com chave de ouro. Inclusive fiquei super curiosa sobre outros livros da Vanessa, pois se forem todos desse nível, são altamente recomendados.

Bem, amores. Acho que foi essa minha paixão do mês rs

Espero que tenham gostado.

Beijos e até a Próxima

Binha Cibelle

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