RESENHA- A Traidora do Trono

30 de abril de 2017

A Traidora do Trono – #2 da Série A Rebelde do deserto

Autora: Alwyn Hamilton

Editora: Seguinte

Páginas: 496

 

Hello Gilrs and Boys!

Hoje vou falar de um livro que aguardei muito pelo lançamento e li para fechar minhas férias com chave de ouro, e ele cumpriu a missão com primor.

Alwyn é uma autora “estreante” no mercado literário, mas se apresenta com uma habilidade impressionante em criar personagens femininas fortes e inteligentes que atuam em áreas “machistas”.  Como vemos no primeiro livro A Rebelde do deserto, Amani é uma garota com uma estrutura física de aparência fraca, mas muito habilidosa com uma arma de fogo e até é conhecida por ser melhor do que a maioria dos homens (arrisco a dizer que é MELHOR do que todos) . Sua aparência não determina quem ela desejar ser, uma mulher livre de toda opressão masculina do Oriente, uma cultura machista que Alwyn deixa muito claro na história.

A sequência A Traidora do Trono não foi diferente do primeiro, nossa Bandida dos olhos azuis continua lutando pela sua liberdade e como o destino a uniu com a rebelião, ela juntou o útil ao agradável e luta pela liberdade de todos.

 

(Atenção: pode ter SPOILER)

Amani se tornou prisioneira no harém do seu principal inimigo, o Sultão, além de ser o soberano sanguinário que atormenta a população, é pai do líder da rebelião e do homem que preenche o seu coração. (Mas não se engane, o romance não é o foco desse livro). Ela aproveita sua “forçada” presença no palácio e se torna uma espiã, passando de forma peculiar as informações para os rebeldes. O que ela não esperava era encontrar pessoas da Vila da poeira ao lado do sultão, personagens que serão fundamentais para a trama.

A autora conseguiu desenvolver a história melhor do que no primeiro livro, esclareceu brechas e lendas, apresentou uma Amani madura, com medo das decisões, mas determinada a não retroceder. Mesmo tendo dúvidas de toda ação política ao seu redor, ela não deixa de fazer escolhas que podem mudar a de vida todos.

Gente!!!! Desculpa, mas mesmo com toda a loucura do sultão, não consegui ter repulsa por ele. Um líder autoritário e frio, mas com uma sabedoria que coloca suas emoções em conflito e em vários momentos me senti como Amani: “ Será que estou do lado certo da causa? Não é um tiro no pé? ”. Criei uma admiração gigantesca por ele ( deixo claro que é pela astucia e não pela suas ações) e espero que no terceiro livro a Alwyn dedique alguns capítulos a história desse homem.

Como já falei lá em cima, Alwyn foca em boas personagens e ela não decepciona nesse livro, ela foi fenomenal evoluindo todas personagens do primeiro. Mulheres sabias, fortes, astutas e com um fortíssimo instinto de liderança que fizeram e estão fazendo a diferença nessa guerra.

Em vários momentos lemos sobre a ditadura masculina nos países do Oriente que usam mulheres como adornos, coisas que devem ser expostas como meros objetos e que não devem ser ouvidas. Exemplo disso é o harém, local que as mulheres são paparicadas com joias, roupas e banhos de óleos caríssimos, em troca devem atender em tudo seu soberano.

Amani se sentiu presa nessa situação, mas não se deixou levar pelo luxo que nunca teve acesso, é dona do seu corpo e de forma inteligente se livrou das investidas masculinas sem usar do mesmo modo das outras mulheres. O que lhe trouxe inimigas, situação que acontece na vida fora dos livros, muitas mulheres ainda enxergam outras como inimigas devido a situações opressoras imposta por uma sociedade machista. Acho que é por isso que gosto tanto dessa trilogia, uma história cheia de cultura, lendas e magia que nos mostra o poder feminino usando a força física ou a habilidade em situações que julgam como “coisa para homem”.

Vale muito a pena dedicar seu tempo a essa leitura, escolhi A rebelde do deserto pela capa e não me arrependo.

Se você já leu, conte-me o que achou.

 

Beijos e até a  próxima.

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