Resenha: Cinder – Marissa Meyer (Crônicas Lunares #1)

, Livros

Editora: Rocco

Sinopse: Cinder não caberia em um vestido de baile, de qualquer jeito. Mesmo que encontrasse luvas formais e sapatos em que pudesse esconder suas monstruosidades de metal, seu cabelo sem graça nunca iria segurar um cacho. Ela acabaria ficando fora da pista de dança, tirando sarro das meninas que desmaiavam para chamar a atenção do príncipe Kai, fingindo que não estava com ciúmes. Fingindo que não a incomodava.

Embora ela estivesse curiosa sobre a comida.

E, agora, o príncipe a conhecia, mais ou menos. Ele tinha sido gentil com ela no mercado. Talvez ele a chamasse para dançar. Por educação. Por cavalheirismo, quando a visse sozinha.

Essa fantasia desmoronou tão rapidamente quanto tinha começado. Era impossível. Não valia a pena pensar.

Ela era um ciborgue, e nunca iria ao baile.

 

Heey, meus leitores lindos!

Hoje quero apresentar a vocês um príncipe maravilhoso, lindo, talentoso…

Não, pera. Cinder, nós temos que falar da Cinder: a nossa ciborguezinha fofa.  Eu deveria mesmo ter começado por ela, mas é que meu coração é do Kai, incondicionalmente. Mais tarde vou explicar o porquê de tanta paixão, e me ater a resenha agora.

Tô absolutamente apaixonada por essa fanart <3

O primeiro livro das Crônicas Lunares narra a história de Cinder, uma ciborgue terráquea que vive com a madrasta e duas irmãs e é a melhor mecânica da cidade. Sim, você está certo se foi lembrado de uma outra Cinder, a Cinderella.  Aqui ela é a melhor mecânica da cidade, sendo a única que trabalha na família.

Sabe aquele baile da história original? Ele também está para acontecer aqui. Mas um certo dia, antes do baile, o príncipe Kai aparece no estande de Cinder pedindo que ela conserte seu androide mais antigo.

O que difere totalmente da história da Cinderella é que em Nova Pequim, onde o enredo se passa, está acontecendo uma onda de uma doença chamada Letumose, que mata o infectado em poucos dias. Uma das pessoas infectadas é Rikan, o imperador, pai do Kai.

Infelizmente a única amiga de Cinder, e irmã, Peony também é infectada em uma noite em que vão ao ferro-velho. Daí em diante a vida da ciborgue entra em um turbilhão, pois que Adri, a madrasta, a envia como voluntária para as pesquisas sobre a doença.

Sendo usada pelo dr. Erland como cobaia no laboratório algumas peculiaridades são descobertas em Cinder, como o fato de que o corpo dela se livra da letumose como nenhum ser humano faria.

O pesquisador é meio que uma peça chave na história, já que através dele vamos descobrindo fato após fato estarrecedor sobre Cinder. A coitada que pensava vivera um vida normal, sendo a filha adotada ciborgue rejeitada, se descobre em meio a uma trama que pode acabar com governos e causar uma guerra a nível mundial.

Algo que me capturou irrevogavelmente no livro foi a personalidade dos personagens principais.

Tenho verdadeiro asco a protagonistas que ficam divagando, se remoendo em dúvidas. Nem Cinder, nem Kai são assim. Kai inclusive me deixou meio chocada por ser bem direto em demonstrar seus desejos, e coordenando suas ações. Nossa ciborguezinha mesmo estando atribulada consegue manter sua linha de pensamento bem delineada e não fazer burradas no meio do caminho (bem diferente de mim que surtava sempre que o nome Kai aparecia).

– Sei que o momento parece ruim, mas confie em mim quando digo que meus motivos são baseados em autopreservação. – Ele respirou fundo. – Você gostaria de ser minha convidada pessoal no baile?

O chão se dissolveu sobre os pés de Cinder. Sua mente ficou em branco. Certamente ela não ouvira direito.

[…]- Ah. Bem… mas… talvez você possa mudar de ideia. Porque eu sou… você sabe.

– O príncipe.

– Não estou me gabando – disse ele rapidamente. – É só um fato.

Quando comecei a ler fiquei me perguntando o porquê de “As Crônicas Lunares”, mas logo depois a Marissa Meyer esfrega a rainha Levana na nossa cara. Ela é soberana de um reino criado na lua por seres humanos que foram povoá-la muitos anos antes.

Através dos anos os habitantes de Luna sofreram certos tipos de mutações, de maneira que possuem certos poderes, como o de manipular a energia bioelétrica de um ser humano, fazendo com que o indivíduo atenda às suas vontades.

A mulher é a encarnação da maldade, e por anos vem forçando relações com a Comunidade das Nações Orientais, sob a ameaça implícita de guerra caso um acordo não seja fechado. Uma de suas exigências para que o pacto seja firmado o casamento com o príncipe, e logo depois imperador, Kai.

Por aí vocês podem imaginar o tamanho do meu ódio por essa rainha. Comassim quer casar com meu príncipe, gente? Comassim? Vá caçar quem te queira, mulher.

Maaaas, não dá pra culpar a Levana quando minha imagem mental do príncipe Kai é a das fotos à seguir.

Aquele moço ali atrás é uma deixtruição também

Ela se deparou co os olhos castanho-acobreados surpresos, os cabelos pretos que passavam um pouco da altura das orelhas e lábios que cada menina no paí tinha admirado milhares de vezes.

O nome desse indivíduo das fotos aí é Kai na realidade, e a própria autora já se manifestou sobre o assunto através do twitter. Suas exatas palavras foram:

Há um pop star Sul Coreano – chamado Kai acreditem ou não! – que é a cara do meu imperador. Uma coincidência maravilhosa.

 

Mas voltando ao estado normal de espírito (muito afetado após a foto), todos os acontecimentos que cercam a chegada da rainha à Terra e o baile são extremamente eletrizantes. Minha ansiedade subiu a níveis altíssimos, mandei áudios vergonhosos para minhas amigas que já tinham lido o livro, e meio que me senti a própria Cinder, quando seu sistema mandava avisos de que ela está estressada demais e precisa se acalmar.

Segredos atrás de segredos são desvendados, e cara, que final! Que final. Fiquei mais do que boquiaberta, catando meus pedaços. Já quero Scarlet (a sequência) pra amanhã.

Bem, amores, espero que tenham gostado.

Beijinhos = *

Até a próxima.

Lista de comentário

  • Débora 21 / 07 / 2017 Reply

    Que resenha ótima!!! Super me interessei por esse livro. Lerei? Sim ou claro? Kkk

  • Yoon 30 / 06 / 2017 Reply

    O que tenho para dizer sobre Cinder e Príncipe Kai é o seguinte:

    “_ Príncipe Kai! Verifique minha ventoinha, acho que estou superaquecendo ”

    Melhor definição não há.

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