Resenha: Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas

20 de junho de 2017

Editora: Galera Record

Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.

Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

 

Hey, leitores lindos.

Não é segredo para ninguém que aqui no blog já temos uma resenha de Corte de Espinhos e Rosas, bem como uma matéria com o título bem sugestivo: Sarah J. Maas, a autora que quer nos destruir. Mas quando comentei com os demais blogueiros que estava lendo essa obra, me disseram que “nunca é demais resenhar esse livro”.

Então aqui estou eu, a atrasada, que levou séculos para ler o que todo mundo já leu, para resenhar Corte de Espinhos e Rosas.

A Feyre é uma humaninha bem pobre, que sozinha provê o sustento para toda a sua família através da caça. Seu pai, falido uns anos antes, não faz o mínimo, assim como suas irmãs.

Assim, em um nada belo dia de inverno caçando na floresta, ela abateu um lobo, que mais tarde veio a descobrir ser um feérico. Horas mais tarde uma besta invade sua casa, exigindo que uma vida seja paga pela vida do feérico abatido. Desta forma, Feyre é levada para viver em Prythian.

O problema é que Prythian é um lugar letal para os humanos, até onde nossa personagem principal sabe. Quinhentos anos antes uma guerra teve lugar entre feéricos, seres meio místicos com a orelhinha pontuda igual aos elfos (Aew, Paty), e humanos. O resultado foi que os últimos foram expulsos de Prythian e uma eterna rivalidade tomou lugar entre as duas espécies.

Além de místicos, os feéricos são seres fortes que possuem poderes, sendo que alguns deles, os Grão-feéricos podem tomar formas de bestas.

Muito assustada, Feyre começa a viver em um lugar totalmente estranho para si. Ali ela descobre que seu captor é na verdade Tamlin, o Grão-senhor da Corte primaveril. Conhece também Lucien, emissário e amigo de Tamlin.

Ela fica totalmente perdida no começo, sem saber o que fazer, mas aos poucos descobre que as coisas não estão tão bem quanto parecem, e que por debaixo dos panos algo muito sério vem afetando Prythian, algo que vem drenando a força e magia do lugar.

Queridos, a Feyre de início me lembrou bastante uma tal Katniss Everdeen, com a coisa toda da extrema pobreza, ela sustentando a família, o fato de ser arqueira. Mas as comparações param por aí. Eu a achei um pouco vacilante, sei lá,

ela meio que entra e sai de buracos depressivos. Mas o que dizer de uma pessoa que perdeu a infância e adolescência com o fardo de garantir a sobrevivência de três pessoas?

Então, vem o Tamlin e cai bem no seu colo. Um feérico lindo e meio rude aparentemente, fiquei sem entender qual era o objetivo de trazer Feyre para as terras dele. E é nisso que a Sarah é fera. A mulher te deixa meio desnorteado, se perguntando o que tá acontecendo.

Sutilmente ela vai introduzindo informações aqui e ali, despertando sua atenção. E nisso o leitor tem que estar focado e atento, nas coisas que são colocadas no enredo porque tudo, absolutamente tudo conta.

Entre passeios, almoços e jantares na companhia de Tamlin e Lucien, nossa protagonista passa a os conhecer melhor, e termina se apaixonando pelo Grão-senhor dos cabelos dourados. E me incomodou um pouco a lentidão das coisas entre eles, até o Calanmai, onde digamos que deu uma esquentada.

Suas narinas se dilataram quando Tamlin sentiu meu cheiro – sentiu o cheiro de cada pensamento tórrido e voraz que latejava em meu corpo, meus sentidos. Ele exalou com uma lufada poderosa.

Tamlin grunhiu uma vez, baixo, frustrado e cruel, antes de sair andando.

Pouco a pouco ela ouve fragmentos de histórias sobre uma praga que vem diminuindo os podres de seu amado, e passa a se perguntar como pode ajudar, até que abruptamente é forçada a retornar para as terras humanas, onde passa um tempo sem nunca realmente relaxar sobre o assunto.

Decidida, ela retorna sozinha à Prythian e quando chega percebe que um desastre aconteceu ali em sua ausência. Com as parcas informações que Alis lhe dá, ela parte para Sob a Montanha com o objetivo claro de fazer algo por seu amor, e o povo dele.

Aí, queridos leitores, é que a coisa pega.

Até então tinha achado Feyre meio sem sal, mas à partir do momento em que ela decide enfrentar Amarantha, um ser dos infernos (literalmente), a guerreira surge.

Ela passa por coisas que doem em você, e é interessante ver como a humana Feyre, cheia das falhas, medrosa, desamparada, movida pelo amor,  se torna alguém que faz o necessário, o inimaginável.  Me deixou pensativa sobre se eu mesma me submeteria à tais situações.

O ritmo da história se acelera de uma forma que você se sente preso ao sofá, ao colchão, ou a qualquer superfície e que esteja apoiado ao ler. A maneira como os cenários são descritos, e principalmente a trama te capturam irrevogavelmente.

E ah… Rhysand. Suspiros e suspiros… Como eu poderia deixar de falar do Rhys?

Aqui vai o desabafo de uma leitora clichê, que só se apaixona pelo mocinho, e odeia o cara mau. Me lasquei! O Rhys simplesmente levou embora todo o brilho do Tamlin, gente. Socorro. Toda aquela escuridão deve ter nublado minha visão.

E o que fazer com uma das últimas participações dele no livro? Estou super curiosa sobre o significado.

E por último, preciso dizer que eu odiei Amarantha com todo o meu ser, mas achei muito massa a grande vilã ter sido uma mulher. Ponto pra Sarah!

Bem, espero que tenham gostado e os animado a ler Corte de Espinhos e Rosas, porque eu já estou ansiosa para o próximo.

Beijinhos, meus lovelies =*