Resenha: Corte de Rosas e Espinhos, Sarah J. Maas

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O reino Feérico é odiado e temido pelos seres humanos. Após uma grande guerra, entre as duas espécies, um muro invisível foi construído e um tratado foi feito, para que as duas espécies pudessem viver em “paz”.

 

“A Guerra fora tão sangrenta, tão destrutiva, que foi preciso que seis rainhas mortais oferecessem um Tratado para que o massacre terminasse dos dois lados e para que a muralha fosse construída: o Norte do nosso mundo foi concedido aos Grão-Feéricos e aos feéricos, que levaram sua magia com eles; o Sul ficou para nós, mortais covardes, eternamente forçados a tirar o sustento da terra.”

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O livro é narrado por Feyre, muitos anos após a tão famosa guerra. Feyre é a filha mais nova de três irmãs, Nestha e Elain. Depois da morte da mãe e a falência da família, ela é a única que sai a caça de alimentos para poder sobreviver, pois prometerá mãe em seu leito de morte que iria fazer de tudo para cuidar de sua família, mesmo que muitas vezes tenha que escutar as ingratidões de suas irmãs que só sabem reclamar a falta da vida de luxo que um dia tiveram e aguentar a negligência do pai que nada se propõe a fazer para mudar a situação atual da família.

Após dias sem comer carne, Feyre volta à floresta para caçar e fica extremamente feliz ao encontrar uma corça. Entretanto, não estava sozinha, havia um grande lobo a espreita tentando caçar o mesmo animal.  Com a desconfiança ter ser um feérico e de acabar virando almoço da fera e sem saber que poderia enfrentar grandes consequências pelo seu ato, Feyre decide usar uma fecha de freixo, a única arma que pode matar um feérico, para abatê-lo.

 

“Grunhindo devido ao peso, peguei as pernas da corça e dei uma última olhada para a carcaça fumegante do lobo. O olho dourado que lhe restava encarava o céu, agora carregado de neve, e, por um momento, desejei ter a capacidade de sentir remorso por sua morte. Mas aquilo era a floresta, e era inverno.”

Ao chegar em casa e guardar a carne da corça e vai ao mercado vender o pelo do grande lobo para conseguir algum dinheiro. Na hora do jantar, uma fera encontra seu humilde lar para requiri sua vida pela morte do Lobo. Porque existia um tratado, que não era de conhecimento de Feyre, onde o Grão- Senhor poderia requeri a vida daquele que matou um feérico, sem que o mesmo o tenha ferido. Seria uma vida pela outra.

 

Feyre, então, é levada para Prythian em troca da vida de Andras, um membro da Corte Primaveril e amigo do Grão-Senhor Tamlin, que esconde uma grande segredo por trás de sua máscara, e ver sua vida mudar completamente e começa a rever seus conceitos sobre o que realmente eram os feéricos.

Sarah J. Maas é uma gênia na arte da escrita. Esse foi o meu primeiro livro da autora e, ela conseguiu me prender até o fim e me deixar com aquele gostinho de querer mais. Feyre é uma das personagens mais fortes, cativantes e ousadas que já encontrei na minha jornada literária. Uma verdadeira sobrevivente, que consegue vencer todos os obstáculos impostos pelo destino. Uma guerreira que é capaz de fazer muito mais do que as pessoas ao seu redor podem imaginar.E talvez até mesmo salvar os dois mundos, feéricos e humanos, de uma grande maldição.

 

Eu amei conhecer essa história. Amei conhecer personagens como Lucien, Tamlin, um dos meus grão-senhores favoritos, Rhys, entre outros. É incrível a forma como os personagens vão amadurecendo com o decorrer das páginas lidas. Como um conceito sobre um personagem pode facilmente ser modificado até o final do livro. Sarah sabe brincar com isso extraordinariamente. Uma hora você odeia e teme os feéricos, em outra você ama-os. Uma hora você se apaixonada perdidamente por um personagem e em outro momento você está torcendo por outro que você nem imaginou um dia gostar.

“Porque sua alegria humana me fascina, o modo como vivência as coisas em sua curta existência tão selvagem e intensamente e tudo de uma vez, é… hipnotizante. Sou atraído por isso, mesmo quando sei que não deveria, mesmo quando tento não ser.”

 

Com um final espetacular, adoro finais espetaculares como vocês sabem, de tirar o fôlego e acabar com as estribeiras de qualquer um. Eu preciso do segundo livro para ontem, para continuar viajando por Prythian e conhecer mais desse mundo feérico tão incrível.

um Comentario

  • Bárbara Teixeira 20 / 09 / 2016 Reply

    Ja queria ler, agora com sua resenha eu estou imensamente ansiosa para conhecer esses personagens. A Sarah tem um escrita excelente que te prende e te instiga a ler mais e mais até saber toda a historia. Em Trono de Vidro eu ficava buscando pontas soltas, mas a mulher prendia todas, mesmo que fosse dois capítulos depois.
    Enfim, vc precisa do segundo livro pra já e eu preciso desse pra ontem.
    Ótima resenha Camila.

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