Resenha: Mil Beijos de Garoto – Tillie Cole

20 de dezembro de 2017

Editora: Outro Planeta

Sinopse: Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação.

Gênero: Young Adult

 

Ei, meus amores.

Tudo bem com vocês?

Eu acho que já deu da minha ausência por aqui, né?  Então já cheguei com um livro pra arrebentar a boca do balão.

Há uma gradação emocional nos livros. Tem livros normais, livros emocionantes, livros que vão te fazer chorar, e bem, mas muito acima disso tudo mesmo, tem Mil Beijos de Garoto.

A coisa foi tão tensa quando eu o estava lendo que a minha sogra achou que eu estava passando mal ou que tinha acontecido algo ao meu marido e eu não queria contar a ela. kkkk

Então, acho que posso definir Mil Beijos de Garoto, da Tillie Cole com duas palavras: sentimentos profundos.

Poppy e Rune são um casal que nasceu para ser, simples assim. Desde que se encontraram na frente de suas casas, quando tinham apenas cinco anos, depois que Rune se mudou de Oslo para os Estado Unidos, uma forte ligação nasceu entre os dois. Eles nunca mais se separaram.

E depois que a avó e melhor amiga de Poppy lhe dá a especial missão de coletar Mil Beijos de Garoto, é com Rune que ela embarca. E por anos eles dão os mais lindos beijos de explodirem o coração, até que o pai dele tem que voltar para a Noruega.

Em razão disso, eles ficam separados por dois anos. Nos primeiros meses distantes o casal se comunica normalmente, até que um dia Poppy desaparece da vida de Rune, criando nele um vazio que ele preenche com dor e ressentimento.

O que acontece durante esse tempo separados é algo que vai definir a vida do casal, delineando seu futuro de uma forma que eles nunca poderiam imaginar.

– Quando você está perto, meu coração não suspira, ele voa – ela sussurrou, como se não quisesse perturbar o som. – Acho que os corações batem num ritmo, como uma música. Acho que, como música, somos atraídos por uma melodia em particular. Ouvi a canção do seu coração e o seu ouviu a do meu.

 

@literalmentebinha

Babies, acho que nunca chorei tão fácil em toda a minha vida. As lágrimas não paravam de vir, sem fazer esforço. Cheguei a soluçar.

A Tillie pintou um amor que provavelmente nunca li antes. É algo visceral, do fundo da alma. Talvez ninguém dê muito crédito ao amor dos dois, porém a maneira com que se completam, mesmo sendo tão jovens é total. Não dá pra saber onde começa ou terminar Rune ou Poppy, eles simplesmente tem começo e fim um no outro.

O pequeno casal, e a facilidade como amam. Eles adolescentes com os desejos começando a aflorar. E, por fim, o casal quase adulto tendo que enfrentar o maior desafio da vida ao seu amor.

Poppymin tem uma maneira de ver a vida que todos deveríamos ter. A força e luz que emanam dela beiram ao sobrenatural, e, por ser assim, ela consegue resgatar o melhor de dentro de uma alma que por natureza não seria tão boa assim, a de Rune.

Por que é necessário o fum de uma vida para se aprender a apreciar cada dia? Por que precisamos esperar até ficar sem tempo para começar a conquistar tudo o que sonhamos, quando um dia tínhamos todo o tempo do mundo? Por que não olhamos para a pessoa que mais amamos como se fosse a última vez que a vemos? Porque, se olhássemos, a vida seria tão vibrante. A vida seria tão verdadeira e completamente vivida.

Nos leva a uma verdadeira reflexão sobre a vida a forma como nossa protagonista a encara.

A jornada dos dois, o amor e a força entre eles e sua família, a fé com que Poppy enfrenta seus obstáculos. Tudo, simplesmente tudo nesse livro merece ser lido e exaltado.

Além do amor entre os dois, a Tillie conseguiu desenvolver a questão do amor familiar, mágoas de família e como ele pode ser profundo, sem pedir nada em troca.

Não posso falar muito mais sem chorar ou dar Spoiler.

E ah… Poppy é uma musicista, uma violoncelista para ser mais exata, enquanto Rune é fotógrafo. Então há uma veia artística muito grande no livro que pode agradar quem está encaixado em alguma das duas categorias.

Eu, como musicista, me senti em casa, literalmente.

Enfim, é lindo, profundo e tocante.

Espero que tenham gostado, meus amores.

Beijinhos e até a próxima.

 

Obs: a foto conta com a participação do meu Rune rs