Resenha – O Pagador de Promessas, de Dias Gomes

, Livros

Hi, lovelies ; )

Antes da resenha, quero me apresentar.

Sou a nova blogueira (ain que vergonha rs) do Tenho Mais Livros Que Amigos. Me chamo Rúbia, mineira e tenho 23 anos. Sou apaixonada por leitura desde pequenininha. De volta e meia me pego lembrando de quando, com 7 anos, fingia que estava dormindo pra que depois que a casa adormecesse, pudesse ler os livros que pegava na biblioteca da escola.

É provável que meu foco no blog seja sobre livros, mas quem sabe, certo…

Então, vamos parar de blá, blá, blá e partir para o que importa: o livro.

O livro é escrito como uma peça de teatro, o que de início pode parecer estranho, mas que na verdade torna a leitura mais fluida e rápida. O Pagador de Promessas se passa na cidade de Salvador, nos anos 60 e narra a sina de Zé-do-burro e Rosa, sua esposa.

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Zé é um cara humildão que mora no interior da Bahia. Tudo corre bem na vida dele até no dia que Nicolau, seu burro e fiel escudeiro, adoece. O personagem principal vai à loucura procurando uma cura para seu burro-amigo, mas nada resolve, até o dia que ele faz a dramática promessa de que levaria uma cruz (em tamanho real e tão pesada quanto a de Jesus, diga-se de passagem) até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador se o burro fosse curado.

Milagrosamente Nicolau melhora e é hora de cumprir a promessa.

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Depois de andar 40 km para chegar à dita igreja, Zé não contaria com o fato de que o padre o impediria de cumprir sua promessa, já que foi feita em um terreiro de macumba para uma mãe de santo do candomblé.

A estória do livro se passa toda em torno de Zé e Rosa em frente à Igreja de Santa Bárbara tentando cumprir sua promessa. Durante todo o decorrer do livro, a personagem principal sofre chacotas de várias pessoas que criticam seu objetivo de cumprir a promessa, mas também ganha alguns adeptos à sua causa.

Em que pese ser descrito como um drama, e sim, ter partes dramáticas, o livro tem algumas partes cômicas já que a ingenuidade e simplicidade de Zé beira ao ridículo.

Olha só essa parte do diálogo entre ele e o padre:

Zé – Só um galho, que bateu de raspão na cabeça. Ele chegou em casa, escorrendo sangue de meter medo! Eu e minha mulher tratamos dele, mas o sangue não havia meio de estancar.

Padre – Uma hemorragia.

Zé – Só estancou quando eu fui no curral, peguei um bocado de bosta de vaca e taquei em cima do ferimento.

Padre – (Enojado) Mas meu filho, é um atraso! Uma porcaria!

Zé – Foi o que o doutor disse quando chegou. Mandou que tirasse aquela porcaria de cima da ferida, que senão Nicolau ia morrer.

Padre – Sem dúvida.

Zé – Eu tirei. Ele limpou bem a ferida e o sangue voltou que parecia uma cachoeira. E que de que o doutor? Ensopava algodão e mais algodão e nada. Era uma sangueira que não acaba mais. Lá pelas tantas, o homenzinho virou para mim e gritou: corre, homem de Deus, vai buscar mais bosta de vaca, senão ele morre!

Padre – E… o sangue estancou?

Zé – Na hora. Pois é um santo remédio. Seu vigário sabia? Não sendo de vaca, de cavalo castrado também serve. Mas há que prefira teia de aranha.

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O livro traz várias questões, como a religiosa, a fidelidade entre marido e mulher, o julgamento que fazemos sobre as pessoas no dia a dia. Além de tudo, nos faz passar algum tempo na Bahia dos anos 60, o que é bem gostoso, afinal.

Enfim, mesmo não sendo um livro tão conhecido pelos brasileiros, ele é ótimo. Dá pra ler o livro em um dia se o leitor estiver com um pouquinho de tempo livre.

Ah, só pra constar. O livro foi adaptado para as telonas em 1962, e é o único filme brasileiro até hoje que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França.

Eu me apaixonei pelo livro desde a primeira página, e acho mesmo que todos deveriam dar uma chance a ele. Tem hora que dá vontade de estapear o Zé, tirar a ideia da cabeça dele de pagar a promessa na base do grito. A Rosa então… Tive muita vontade de dar uns tabefes nela, mas ela acaba por se redimir no final.

Espero que todos gostem como gostei.

Ah… Não sei se são como eu, mas não sou muito boa em forma imagens mentais de personagens através de descrições. Então, pra ajudar, vou deixar umas fotos do filme .

Então, lovelies, até a próxima.

Fonte:http://50anosdefilmes.com.br/2013/o-pagador-de-promessas/ https://caravaculture.wordpress.com/2015/05/18/o-pagador-de-promessa/

http://cineinblog.atarde.uol.com.br/?p=5215

Lista de comentário

  • Jéssica. Coelho 29 / 09 / 2016 Reply

    Amada amei a resenha! Simples, mas o mesmo tempo completa em linguagem!!
    O mais importante me interessei..kkkkkkkkk

  • Bruna Campidelli 22 / 09 / 2016 Reply

    Adorei!!

    • Rubia Cibelle O G Faria 23 / 09 / 2016 Reply

      Que bom, Bruna. = ) Muito obrigada mesmo por vir aqui. Se achar legal, dá uma voltinha pelo blog rs

  • Samela 21 / 09 / 2016 Reply

    Arrasou.
    Amooo esse livro, apesar de nunca ter terminado. rs

    • Rubia Cibelle O G Faria 23 / 09 / 2016 Reply

      Neguinha preta do meu coração, pega o meu e termina. rs É bem rapidinho. Obrigada por me prestigiar ^^’

  • Matheus 17 / 09 / 2016 Reply

    Uhuuuu, razô. Só faltou… POSTAR MAIS

    • Rubia Cibelle O G Faria 17 / 09 / 2016 Reply

      Oh friend, muito tnx. Postarei semana que vem rs te aviso

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