Resenha: O Verão em Que Tudo Mudou – Gabriela Freitas, Thaís Wandrofski e Vinícius Grossos

, Livros

Editora: Faro Editorial

Sinopse: A vida às vezes guarda inúmeras surpresas. Sem avisar, ela muda de direção. Na hora você não entende, já que “tudo parecia estar bem”. Então percebe que havia sinais…. um sentimento, uma lembrança, um fato que parecia bobo, mas não era… É quando a gente entende que todo o caminho estava errado, que nada fazia muito sentido. Pelo menos, pra você. Fred sente-se absolutamente comum diante de um mundo com tanta gente especial. Lavínia, ao alcançar aquilo que parecia um sonho, algo pelo qual tanto lutou descobre que a nova conquista nunca foi realmente um desejo seu. E Sol, sem perceber, vive sempre à espreita, desconfiada, em constante alerta, tentando controlar tudo ao redor, na esperança de não se ferir novamente… Mas que controle podemos ter diante de tudo? Três jovens, de cidades distantes, com diferentes realidades, descobrindo o mundo a partir de suas próprias escolhas: complexo, difícil, libertador.Três histórias que se cruzam, no exato momento em que se coloca, diante de cada uma delas, uma exigência capaz de definir algo para o resto de suas vidas.

 

Hey, leitores lindos.

Hoje vou falar para vocês de um livro que encontrei por acaso, e que acaso bom!

Fiquei meio desleixada com as leituras no início desse ano, e não tava nem comprando livros (olha o absurdo). Mês passado decidir voltar à vida literária comprando um livro novo que me tirasse do entorpecimento. Apareceu uma bela promoção e a capa desse livro me chamou a atenção.

Pesquisei um pouquinho e vi que estava em pré-venda, além de ser de autores brasileiros. Acabei comprando mesmo sem saber que vinham com esses cards lindinhos por estar em pré-venda.

O Verão em Que Tudo Mudou conta histórias de três pessoas diferentes, do Frederico, da Lavínia e da Sol. Cada uma é contada por um dos autores, e, ao meu entender, todos os personagens estão perdidos à sua própria maneira.

Vou dividir a resenha em três partes para ficar melhor. Vai ficar meio grande, mas peço que tenham paciência porque vale muito à pena.

Parte 1: Frederico (Vinícius Grossos)

Começamos por Frederico (sim, me lembra o Kiko), ou Fred, se você preferir, que é um cara que leva a vida, sem expectativas, sem sonhos, como se sua vida fosse apenas um vazio. Tudo isso até um dia frio de véspera de Natal no qual um furacão chamado Valentina cruza sua vida.

Nesse dia a Bárbara, gerente da livraria na qual trabalha, dá a ele a notícia de que vai embora da cidade para realizar o sonho de vender brincos personalizados. O mundo de nosso personagem principal dá uma chacoalhada com a notícia já que ela era o mais próximo que ele poderia chamar de amiga.

Ainda meio sem direção, Valentina aparece na vitrine da livraria já fechada querendo devolver um livro que ganhara do ex. À partir daí as coisas na vida morna de Frederico começam a esquentar. Ele reencontra Valentina no ponto de ônibus e, sem saber porque, acaba cedendo a um pedido dela.

Podemos perceber que o Fred é um cara que perdidão na vida, que paira pelos seus acontecimentos.  Já Valentina é o contrário, ela é uma menina forte, espontânea, tem muitos sonhos e está correndo atrás da realização deles.

Toda pessoa carrega um infinito dentro de si. Um mundo. Uma história. E quando os infinitos se encontram, coisas maravilhosas podem acontecer.

Em meio às conversas que os dois tem, Vale vai o instigando com certas perguntas que causam uma reflexão no Fred. Pouco a pouco ele vai  se descobrindo, redescobrindo e também se lembrando de coisas sobre si há muito adormecidas.

– Olha, quando alguém realmente encara o baú, não acha nada. Mas é óbvio. Os sonhos de alguém nunca estariam guardados em um velho baú. E talvez ele sirva para isso: para você conseguir olhar para si próprio… Quando você encara o vazio dentro do baú ou dentro de qualquer outra coisa, passa a olhar para o que está dentro de você e…

Todo o desenrolar do enredo se dá em algumas horas da véspera do Natal, adentrando um pouquinho ao dia 25 de dezembro. E o que posso dizer é que o Vinícius conseguiu transformar tão poucas horas em mágica. Viajei com esses dois, e serviu até mesmo de reflexão para mim.

 

Parte 2: Lavínia (Gabriela Freitas)

Mantenha-se viva. É o pedido que vem dominando a vida de Lavínia nos últimos meses.

Nossa segunda personagem principal acaba de verificar que seu grande desejo, ou não tão grande assim, com acaba de descobrir, se tornou real: ela passou no vestibular  de arquitetura em uma das melhores universidades do Brasil.

Como se aos dezoito anos alguém pudesse ter certeza de qual é o seu grande sonho.

Após a descoberta tudo o que consegue fazer é ficar paralisada pensando que não é aquilo que quer para sua vida. Ela sabe que seus pais vão pirar com a notícia pois eles investiram tudo nela. Lutando muito consigo mesma, ela diz a eles que seu desejo é fazer uma viagem para se redescobrir.

Não sem um pouco de resistência, ela parte para Búzios com o intuito de ficar por lá 31 dias. Na viagem ela conhece Cauê, um moreno charmoso que a irrita em todos os momentos em que têm contato.

Deixa eu dar uma pausa e suspirar de saudade, muita saudade. A Gabriela escolheu um dos lugares mais encantadores que já fui. Sempre que Lavínia falava da cidade eu me sentia passeando pela orla olhando aquelas águas verdes; ou andando pelas ruas de pedra que nem sei explicar de tão fofas.

A Pousada da Olga se torna um tipo de refúgio para que Lavínia lave sua alma. O que eu ainda não contei é que ela tem um trauma, uma dor que nunca se permitiu sentir, e quem vem a corroendo por dentro.

Eu me adaptei a sobreviver. Aprendi a usar a fantasia de vítima, não por mal, mas porque, por um bom tempo, fui mesmo uma vítima – de mim mesma, da minha culpa.

Durante a viagem, ela se lança na vida, permitindo-se experimentar, conhecer o desconhecido. Aos poucos, Lavínia adentra ao profundo de seus sentimentos, e é lindo. Muito lindo vê-la crescer em si mesma.

E ah.. o Cauê, é um negócio à parte, viu. Arrumei um crush literário. Mais um…

Parte 3: Sol (Thais Wandrofski)

A Sol foi uma personalidade difícil de me apegar. Talvez tenha sido o fato de ela ser organizada demais e eu 0% organizada. rs

Brincadeiras á parte, Marisol tem sua vida toda na ponta do papel. Ela gosta de organizar segundo por segundo do seu dia e odeia quando algo sai errado. Ademais, ela arrasta sua irmã gêmea e amiga para sua programações sempre que dá na telha.

Sua vida vai rolando assim, até que um dia ela recebe um SMS por engano e, tentando ajudar quem enviou, começa uma conversa com um anônimo. Ela fica meio chocada por se ver fazer algo fora de seu controle, mas mesmo assim continua a conversa.

Além disso, ela acaba entrando em uma discussão com Bia, e sua melhor amiga solta alguns pontos de seu comportamento que não a agradam. Á partir daí, Sol começa uma autoanálise e tenta melhor gradualmente, de acordo com o que concluiu.

Queridos, eu fiquei com algumas vontades de dar uns tapas na cara da Marisol e mandar ela acordar pra vida em certos momentos. Porém, as coisas se desenrolaram de um jeito muito melhor do que imaginei no começo de sua história.

E mandei mais um crush literário pra conta: o T. Mais um de novo…

Por último, mas nunca menos importante, as histórias dos personagens são entrelaçadas de uma forma muito interessante. Acabei matando um pouquinho da saudade de cada um deles mesmo depois de suas histórias terminadas.

O Verão em Que Tudo Mudou é recheado de reflexões, mas ao mesmo tempo totalmente leve de se ler. Dei altas risadas, chorei, me senti ao lado dos personagens. Os autores fizeram um excelente trabalho, até porque escrever em conjunto não deve ser nada fácil.

Ah.. Preciso dizer que o livro é todo perfeito, começando pela capa linda e super colorida, passando pela escrita em azul com detalhes rosa, terminando com as artes espalhadas pelas páginas. Puro amorzinho! DAqueles que dá vontade de fazer um quadro.

Bem, espero que tenham gostado e decidam prestigiar esse jovens autores brasileiros lendo o livro em comento.

Até a próxima, meus lovelies.

Beijinhos =*

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