Resenha: Piano Vermelho – Josh Malerman

Olá lindos leitores!

Hoje tem resenha desse livro maravilhoso que faz parte do Desafio Literário TMLQA.

Quer participar? Nos avisa que te colocamos lá.

Como sou apaixonada por Caixa de Pássaros, não podia deixar de ler Piano Vermelho.
Confesso que tinha uma certa expectativa ai! Mas o livro não deixou a desejar.

Piano VermelhoPiano Vermelho

Josh Malerman
ISBN-13: 9788551002063
ISBN-10: 8551002066
Ano: 2017
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.
Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.
Ficção / Literatura Estrangeira

Philip Tonka é um ex-soldado que trabalha juntamente com seus amigos, os Danes, produzindo bandas musicais. Um dia eles foram o sucesso do momento, hoje são bêbados e farreiros que gravam outras bandas.
Toda essa vida de sossego acaba quando um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos lhes entrega uma missão: encontrar a origem de um som no deserto na África, um deserto tão antigo e mortal que é capaz de abrigar uma arma que o governo quer. E muito.

Um som capaz de desarmar até uma ogiva nuclear e que faz as pessoas passarem mal só de ouvi-lo em uma gravação.
Que tipo de arma será?

A estória intercala a viagem dos Danes até o deserto, com a estadia de Philip, quase morto, no Hospital Macy Mercy, onde esta sendo cuidado por Ellen, uma enfermeira que vê em seus pacientes a chance de se redimir pela morte de sua filha.

“-Não espero que saiba o nome de cada osso do corpo humano, Philip. O que estou dizendo é que você não quebrou só os pulsos e os cotovelos. Você quebrou quase tudo.”

Como isso seria possível? O que aconteceu?

“Na verdade, não há uma unica fratura uniforme no seu corpo, nenhum padrão que nos permita adivinhar um objeto, uma causa, uma imagem do que o feriu.”

Ele passou seis meses em coma. Seis meses é o que separa Philip dos Danes, do deserto e do que quer que tenha acontecido lá. Ele não se lembra totalmente, mas sabe que foi ruim. Ruim a ponto de ter quase todos os seus ossos quebrados!

“O numero é impossível . O numero é cruel. O numero aumenta a distancia entre ele e os Danes.”

Sua recuperação que era tida como impossível, mas que esta se dando muito rapidamente, começa a assustar Ellen. A enfermeira que trabalha tentando salvar pessoas que estão com os dois pés na cova, prontos para serem enterrados, mas que as vezes sobrevivem. Mas nunca como Tonka. Nunca alguém chegou tão destruído. Sem explicação, sem chances. E mesmo assim, Philip Tonka reage como nunca alguém reagiu, seu corpo se curando numa velocidade assustadora, quase impossível. Se ela não estivesse vendo, jamais acreditaria.
O que há de errado com ele?

Josh Malerman nos joga em um labirinto repleto de perguntas. Enigmas sem respostas que estão sendo montados ao decorrer das paginas.

“As perguntas virão. Philip sabe disso. Perguntas sobre a Africa e sobre a origem do som. Perguntas sobre o restante do pelotão, sobre os Danes, sobre o que Philip ouviu e o que gravou lá.”

Perguntas que ele não quer responder.
Enquanto intercala entre presente, no hospital, e a viagem ao deserto, a estória nos deixa cada vez mais aflitos e curiosos. Me vi varias vezes elaborando teorias malucas. Mas nada se compara a estória que Malerman criou. Pois, assim como em Caixa de Pássaros, Malerman meche com nossa imaginação nos levando para caminhos tortuosos e confusos, mas recheados de vultos que se tornarão respostas.

“Os Danes seguiram pegadas de cascos no deserto. Apenas duas. Como se o animal andasse ereto, sobre as duas patas traseiras…”

As vezes parece que tudo não passa de miragem, e repentinamente a realidade surge e nos afoga em perguntas que só Malerman é capaz de responder. E ele vai.

“A três metros dali, a água esta escura. Há outra pessoa submersa.
Calça vermelha.
Coturnos pretos.
Mas serão mesmo coturnos? Abalado, desorientado, Philip acha que vê…
Cascos.”

Entre alucinações, areia e muito calor, Philip encontra fantasmas.

“Não é só um americano, pensa Philip. É o primeiro.”

Seria o som tão poderoso a ponto de interferir na roda da vida e da morte?
Poderia ter forças para trazer fantasmas de volta a carne? Ou dar-lhes o que procuram?

E o mais importante, quem ou o que controla o som?

“Mas são ecos.
E ecos não são mortos nem vivos…”

Então o que são?
Philip só sabe que o governo quer desesperadamente esse som. E que vai fazer de tudo para te-lo. Não importa o custo. Mas será pago por quem?

“Todo soldado precisa estar preparado para um inimigo ainda mais louco do que ele.”

Um jogo enigmático que vai te prender de inicio a fim.

Venha desvendar os segredos do deserto africano e conhecer o som.
Se você aguentar.

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