RESENHA- Querido John – Nicholas Sparks

28 de dezembro de 2016

Ho ho ho!🎅 Papai Noel passou por aí, Leitores?? Acho que ele me esqueceu 😔.

Hoje abri o notebook com a intenção de fazer uma resenha de um livro nacional. Fiquei mais ou menos 10 minutos olhando para a tela do note e não conseguia pensar em absolutamente nada para escrever, acabei desistindo da resenha e fui devolver o livro para a estante. Mas, assim que guardei o livro, passei os olhos pela parte dos romances da estante, e no mesmo instante, percebi que precisava falar sobre Querido John, do meu amado autor Nicholas Sparks. Todo mundo sabe que sou louca pelos livros dele e que meu sonho literário e ter todos os livros escritos por ele.

A primeira vez que tive contato com Querido John, foi a través do filme, que tem o lindo e maravilhoso do Channing Tatum. Não sei quantas vezes já assisti o filme, mas posso te garantir que nunca me conformava com o final, e o livro que eu queria tanto comprar, acabou ficando meio em segundo plano, me contentava apenas em assistir o filme.

No ano passado, a faculdade promoveu uma Feira do Livro, cada aluno tinha o direito de pegar um exemplar. Fiquei enlouquecida com os inúmeros livros que tinham para a escolha, acabei separando vários para depois escolher dentre os melhores. Foi quando vi Querido John sendo ignorado em uma pilha de livros, as pessoas nem sequer olhavam pra ele. Abandonei os outros 5 livros que estavam na minha mão e peguei-o pra mim.

Não estranhe por eu começar a resenha desta forma, te contando como o livro tornou-se meu, mas esse é um livro especial. Seu antigo dono, nunca chegou a  lê-lo, sei disso por que algumas páginas vieram coladas de forma que só deu para ler, depois que cortei com uma tesoura. Impossível de ler sem fazer o corte.

O Prólogo começa com John fazendo a seguinte pergunta:

“O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?”

Ele então faz uma profunda reflexão sobre o que ele julga ser amar verdadeiramente uma pessoa. Depois, segue narrando como ele conheceu Savannah, seu verdadeiro amor.

John Tyree nasceu em Wilmington e foi criado por seu pai, um senhor tranquilo, introspectivo e colecionador de moedas. Por muitos anos as moedas foram o único elo de ligação entre ele e o pai, mas chegou um determinado momento da vida, que as moedas já não chamavam a atenção de John, o que fez com que ele e seu pai se distanciassem.

“Acho que meu pai era feliz. Digo isso porque ele raramente demonstrava emoções. Abraços e beijos foram raros durante minha infância, e, quando os recebia, me pareciam sem vida, algo que ele fazia por dever, não por desejo.”

Durante a adolescência, John se tornou um bad boy sem qualquer perspectiva para o futuro. Porém, cansado da vida monótona  em Wilmington, ele então se alista no exército logo após o término do 3º ano.

Depois de 4 anos prestando serviços militares, ele consegue tirar 2 semanas de licença e retornar para Wilmington, onde conhece Savannah, uma jovem sonhadora e dedicada.

Os dois se apaixonam e prometem fazer de tudo para manterem um relacionamento a distancia, já que John deve voltar para os serviços militares. Para isso dar certo, eles trocam inúmeras cartas, telefonemas e visitas esporádicas.

John narra não apenas seus sentimentos por Savannah, mas também os sentimentos de alguém que está vendo de perto os horrores de uma guerra. De como isso influencia na visão da humanidade e como isso afeta seus companheiros.

Com o tempo, descobrimos que o motivo do pai de John ser introspectivo, é que ele tem a síndrome de Asperger, e John tem que saber conciliar o serviço  militar com os cuidados com seu pai, que está piorando cada dia mais.

Os momentos entre o casal são  tomados de tanto amor, que tudo o que o leitor quer é ver os dois juntos.

 “Eu me apaixonei por você, mas, acima de tudo, te conhecer me fez perceber o que realmente significa amor.”

“Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos perdidos nos braços um do outro.

“E mesmo de longe, sem que você perceba, eu cuido de você.”

Com o ataque de 11 de setembro, John decide se realistar, o que acaba afetando seu relacionamento com Savannah. É aí que as coisas começam de desandar.

Savannah escreve para John, uma carta que muda o destino dos dois para sempre. Decisões são tomadas a partir desta carta. Era aí que eu ficava indignada com o filme, por que não conseguia aceitar o que Savannah faz, na verdade eu ainda não aceito. Mas, o final do livro é muito melhor do que o filme, e me fez entender que amar não significa estar junto. Às vezes, amar é se doar, é deixar de pensar em si próprio e pensar apenas na felicidade do outro.

” O amor significava pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importando quão dolorosa seja sua escolha.”

Beijos doces e até a próxima 😘