Resenha: Uma História de Amor – Carlos Heitor Cony

, Livros

Editora: Ediouro

Sinopse: Esta é uma trama romântica narrada por um dos mais consagrados autores da literatura brasileira, Carlos Heitor Cony.

É uma dessas histórias em que há sempre alguém querendo atrapalhar a felicidade de quem se ama.

Henrique é o grande herói – seu amor por Helena faz com que ele supere o sofrimento e as barreiras da vida. Mas, ao final de uma longa espera, uma verdade se insinua: todos os empecilhos que separavam Henrique de Helena eram o reflexo de algo bem maior – o preconceito.

Fortemente marcada pela realidade brasileira, Uma história de amor vai além do entretenimento – ela incita à reflexão.

Hey, lovelies.

A resenha de hoje é no esquema cada palavra um suspiro.

Pensa num livro fofo. Agora multiplica pelo maior número que puder imaginar. Multiplica de novo… De novo.. E de novo… Tá, ficou cansativo, eu sei. É mais ou menos isso que sinto por Uma história de Amor.

Estava no ensino médio quando me indicaram. É um dos menores que tenho, com somente 89 páginas, em um período de aula eu já tinha o lido. (Obs: não sigam meu exemplo. Na escola, estudem.)

Ainda agora enquanto resenho ao ler alguns trechos dessa obra de arte, sorrisos me são arrancados e o coração fica todo quentinho.

Henrique, nosso herói, é pobre. Mas não é aquele pobre normal como eu e a maioria de vocês, ele é pobre pobre de marré desci. Já Helena é rica, sua família é dona de quase toda a pequena cidade onde residem. Como se não bastasse a riqueza, ela também é linda e um amor.

São a perfeita antítese.

Agora me ajudem aqui: pelo nome do livro, a sinopse e o que eu acabei de escrever, o que vocês acham que vai surgir entre os dois? Exato, o amor.

Ela tinha dificuldade em matemática; ele tinha facilidade na matéria. Com toda humildade Helena pede ajuda a Henrique e á partir daquele dia os dois passam a fazer muitos deveres juntos.

2017-01-20 04.18.16 1

Era mentira. Eu apenas te auxiliava, principalmente em matemática, tua maior deficiência e minha maior facilidade. Um dia, reparando que eu fazia cálculos de cabeça, perguntaste:

– Como consegue fazer conta sem lápis e papel?

Olhei teu rosto intensamente e respondi:

– Fecho os olhos e me imagino contando os fios do teu cabelo.

Ficaste corada e séria. Eu logo me arrependi daquela besteira. Baixei os olhos para os cálculos.

Os anos vão se passando e os personagens vão se tornando mais e mais unidos, até que Helena o convida para o baile de formatura. Embalados por uma valsa, o casal dança na calçada e ali nasce o primeiro beijo dos dois que é interrompido pelo pai dela.

Após o “incidente”, a família da moça vai embora da cidade, perde-se o contato e também nosso amigo Henrique decide mudar-se para a cidade grande.

Entre trancos e barrancos ele cursa engenharia, trabalha e aprende inglês para conseguir seu lugar ao sol no futuro. Vária desventuras acontecem ao nobre Henrique durante esse tempo.

Mesmo com anos de separação ele nunca esquecera Helena.

E o final vou deixar para vocês descobrirem e suspirarem bastante.

A todo momento a obra faz referência ao preconceito que existe nos relacionamentos que envolvem indivíduos de classes sociais diferentes e o quanto Henrique é hostilizado por sua condição financeira.

Dói ler coisas assim:

– Isso é um absurdo! É o que dá o ensino ser público! Nossos filhos vão ter que sentar no mesmo banco do filho da mulher mais pobre daqui! Precisamos convencer o padre a fundar um ginásio particular, para evitar essa promiscuidade! Odeio esse tipo de mistura!

De repente, o carro de teu pai freou, bruscamente, quase em cima da calçada. Ele saltou como um tigre. A voz dele cortou a música.

– Seu vagabundo!

– Papai, nós nos amamos…

– Cale a boca! Chega de me envergonhar. Entre já no carro…

– Papai…

Ele te arrastou pelo braço e jogou-me o último insulto.

– O filho da costureira!

Engana-se muito quem imagina não existir esse tipo de preconceito nos dias atuais. Testemunhar nosso personagem principal vencer todos os obstáculos e sambar de salto 15 na cara da sociedade é muito gratificante.

Tá, eu acabei de chorar relendo o final e isso diz bastante coisa. rs

Bem, meus babies, espero que tenham gostado.

Até a próxima.

Beijinhos =*

Deixe uma resposta