Vamos falar sobre suicídio?

16 de abril de 2017

Olá seus lindos!

Hoje o assunto é bem polêmico e difícil se abordado sem gerar certas discussões.

A minha intenção é mostrar a minha opinião e gerar uma discussão saudável, visto que o tema está em “alta” por causa da estreia da série original Netflix Os 13 porquês, baseado no best seller do autor Jay Asher.

Espero que vocês continuem gostando de mim ao final do post..rs

Vamos nessa?

 *** Pode conter SPOILER***

Você sabia que casos de suicido não são divulgados na mídia, pois estatisticamente aumenta o índice de suicido?

Segundo a agência da ONU, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem em países de baixa e média renda.

Em sua grande maioria, o suicido acontece em grupos mais vulneráveis, como refugiados e imigrantes, indígenas, lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI) e pessoas privadas de liberdade.

Em minha curta experiência literária, series e matérias sobre o assunto, gostaria de expor fatos onde irei dissertar a cerca de experiências pessoais e os itens descritos anteriormente.

Irei começar falando sobre um livro que me marcou muito, que achei lindo, porém extremamente triste, mas quando eu contar o que aconteceu, você pode discordar de mim quanto ao nome do ato em si.

Um cara, bonito, charmoso e rico sofre um triste acidente, que o deixa paralisado e com isso ele desiste da vida e resolve que o suicídio assistido (nesse caso eutanásia escolhido por ele mesmo) será sua solução. Já sabe qual é o livro? (sabe né?!?) Exatamente, estou falando de “Como Eu Era Antes de Você”. É um livro que na minha opinião é excelente por te fazer pensar no assunto, mas é um livro extremamente doloroso pela escolha tomada, dói se colocar no lugar da nossa linda mocinha Lou, afinal é um romance e sempre esperamos um final feliz. No caso deste livro, a escolha do Will se deve ao fato dele ser fisicamente incapaz, sentir dores e estar emocionalmente instável. Na minha opinião não foi uma boa escolha, mas quem sou eu para julga? Afinal, eu não estou vivendo o que ele viveu (sim, eu sei que ele é um personagem), eu não faço ideia do que é estar presa pra sempre em uma cadeira de rodas, não sei o que é depender de alguém para tudo e ser refém do meu próprio corpo. 

Você ainda está lendo? Já está me odiando? Sim? Não? Talvez?

Vou continuar falando, agora um pouco sobre o livro “Por Lugares Incríveis” e sobre a série “Os 13 Porquês”, o maior motivo desse post é a série, visto que está em alta e fiquei extremamente curiosa para saber de que tanto as pessoas falavam. 

Quem aqui já sofreu bullying?   (EUUUUUUUUUU) Quem aqui já fez bullying contra alguém?  (Não me orgulho, mas eu)

O bullyng faz parte da vida do ser humano e geralmente é durante a adolescência onde mais acontece.

Vamos começar por esse livro gracinha que é o PLI, temos como personagens principais, 2 adolescentes que se conhecem no alto de uma torre. Aí você me pergunta: O que estavam fazendo lá? Esse livro é uma linda história de superação com muitas lagrimas e um final não muito feliz. Encontramos 2 adolescentes, Finch, um menino um pouco peculiar, conhece inúmeros fatos sobre suicídio e com isso um grande curioso sobre o assunto, se colocando em situações de risco para se sentir vivo, ele sofre bullying constantemente por sua aparência nada comum e sofre de depressão e Violet uma menina que costumava se popular, porém um infortúnio a torna depressiva e introvertida. É lindo ver o desenrolar da história e como os dois se ajudam na superação, Finch com sua obsessão por suicídio já tentou algumas vezes e Violet pensa nisso, como disso no início no alto da torre, pois a sua tristeza e depressão chegarão a um nível onde ela já não conseguia suportar.

Depressão é uma das maiores causas de suicídio no mundo, e muitas pessoas pensam que depressão é o fato de que alguém está triste e quer chamar atenção. Pra quem não sabe, a depressão gera um desequilíbrio hormonal, onde o nosso cérebro entende de forma diferente situações que muitas vezes não tem “nada de muito importante” como algo que pode causar a morte.

Falando agora de Os 13 Porquês, vemos claramente isso, temos Hannah uma adolescente passa por situações difíceis, que infelizmente acontecem com muita frequência em qualquer colégio e essas situações se tornam motivos para que ela escolha a morte. A série está muito fresca na minha memória, e consegui assistir sem lágrimas, não por que eu não tenho coração, e sim pelo simples fato de hoje conseguir assimilar o que aconteceu com ela. Sua felicidade foi sendo destruída pouco a pouco, com palavras e atitudes de pessoas que eram próximas a ela, até que algo crucial muda sua vida e ela toma sua decisão.

Existem certas situações que não conseguimos compreender da adolescência, situações que são “o fim do mundo”, que na realidade não são. Não falo de assedio ou abuso sexual, falo de término de relacionamento, xingamentos, amizades perdidas, entre outros pontos.

Falo isso, pois já passei por essa fase. Já perdi relacionamentos, tive minha intimidade exposta, já sofri assédio sexual, já perdi amigos, já fui traída, já sofri com falta de atenção paterna e já me senti muito sozinha no mundo. Hoje eu estou viva pra contar minha história, mas quem sabe se em algum desses eu tivesse dado fim a minha vida. Será que a dor seria menor? Sim, eu não sofreria mais, mas eu também não teria a oportunidade de viver e superar meus medos e traumas, não que as marcas não fiquem, mas a dor se torna algo suportável e consigo hoje ter uma vida boa e feliz. 

Em Os 13 Porquês vemos duas meninas que foram duramente machucadas e feridas, emocional e fisicamente, e vemos duas escolhas. Nenhuma das duas escolhas foi fácil, mas posso garantir que escolher a vida geralmente é mais difícil.

Estamos caminhando para o final desse post onde a minha intenção é refletir sobre tudo isso, sobre como o tema suicídio vai impactar na vida dos adolescentes. O que podemos fazer para ajudar.

A vida vale a pena ser vivida, vale a pena pedir ajuda, vale a pena tentar mais uma vez e não afastar as pessoa.

Pense que muitas vezes a sua solidão é uma escolha, pois temos a tendência de nos esconder quando somos atacados, é um grande mecanismo de defesa inconsciente, se abra mais, converse mais.

Ressalto que se você tem um problema de depressão, seja ele diagnosticado ou só uma suspeita, procure um médico, ele é a pessoa mais indiciada para te ajudar.

Espero que o post ajude alguma pessoa e espero que gere em cada leitor questionamento: Quanto vale a minha vida? Será que eu posso ajudar um amigo? Eu fui cruel com aquela pessoa? Eu preciso de ajuda? 

Beijos e até a próxima! (Isso se ninguém resolver me matar, rs)